Política

Japão insta Argélia a sessar operação militar

Shinzo Abe exortou a Argélia abster-se de operações militares após saber que reféns foram mortos na ofensiva contra o grupo islamita de sequestradores.

Do Mundo-Nipo

Localização da ofensiva na Argélia (Imagem reprodução)

Localização da ofensiva na Argélia (Imagem reprodução da rede NHK World)

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, pediu ao seu homólogo argelino Abdelmalek Sellal nesta quinta-feira para sessar os ataques a militantes islâmicos que tomaram como reféns trabalhadores estrangeiros, incluindo cidadãos japoneses, em um complexo de gás natural no país norte africano, dizendo que a vida dos reféns estão em perigo, informou a agência Kyodo nesta quinta-feira.

Segundo a agência japonesa, Shinzo Abe, que está visitando Bangcoc como parte de uma turnê a três nações do sudeste da Ásia, disse por telefone ao primeiro-ministro argelino que o Japão instou várias vezes o país para “colocar prioridade” sobre a segurança dos reféns e “exortou a Argélia abster-se de operações militares “, informou o chefe de gabinete do governo japonês, Hiroshige Sekoe.

Hiroshige disse que o líder japonês fez o telefonema depois de saber que alguns reféns ficaram feridos, mas Sellal apenas disse que não pode confirmar os detalhes dos reféns libertados na operação, uma vez que a ofensiva continua em andamento.

Entretanto, o ministro argelino da Comunicação fez um comunicado ao fim desta tarde, em rede nacional, que o ataque argelino contra os sequestradores islamitas no sul da Argélia fez “infelizmente alguns mortos e feridos” entre os reféns.

Mohamed Said disse também que a operação “prossegue”, e confirmou a libertação de cinco reféns ocidentais assim como de 600 argelinos. No entanto, a incerteza sobre o resultado global da intervenção militar é enorme mesmo entre os líderes dos principais países ocidentais, que exigem explicações às autoridades argelinas.

 

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