Política

Jornais da China acusam premiê do Japão de adotar “políticas perigosas”

A mídia chinesa acusou Shinzo Abe de adotar políticas perigosas.

Do Mundo-Nipo

Shinzo Abe, Primeiro-ministro japonês (Foto: AFLO)

Shinzo Abe, Primeiro-ministro japonês (Foto: AFLO)

Dois dos principais jornais da China acusaram nesta quinta-feira o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, de adotar políticas  perigosas, que podem ameaçar a segurança regional.

O jornal People’s Liberation Army disse que o premiê japonês está apresentando uma “ameaça chinesa” para ganhar votos nas eleições do dia 21 de julho para Câmara de Conselheiros, com uma visita na quarta-feira (17) a Ilha Ishikagi, perto das ilhas disputadas entre China e Japão.

Durante sua visita a Ishigaki, Abe reiterou que as Ilhas Senkaku, conhecidas na China como Diaoyu, são territórios inerentes do Japão, acrescentando que não tem a intenção de conceder “um centímetro” das ilhas.

“Esse pensamento de ‘beber veneno para saciar a sede’ não só ameaça a estabilidade regional, dá incentivo para uma virada à direita do Japão”, declarou o jornal.

O People’s Liberation Army declarou que o premiê japonês não poderia ter escolhido momento pior para visitar Ishigaki, localizada a cerca de 160 km das ilhas disputadas no Mar da China Oriental.

“Não se pode criticar um líder nacional por visitar o território de seu país, mas em uma situação onde a disputa sobre as Ilhas Diaoyu é contínua e que a situação é complexa e sensível, as ações de Abe são, sem dúvida, extremamente perigoso e irresponsável”, comentou o jornal em publicação oficial.

Em um comentário publicado sob o pseudônimo de “Zhong Sheng”, ou “A voz da China”, o jornal do Partido Comunista chinês disse que Abe está procurando desculpas para rearmar o Japão e que a disputa com a China foi uma forma conveniente de empurrar isso.

“O objetivo é criar tensão e provocar incidentes, para empurrar o desenvolvimento militar do Japão”, afirmou.

O primeiro-ministro do Japão disse na última segunda-feira (15) que pretende mudar a Constituição do país para reforçar a segurança nacional.

A disputa territorial entre os dois países tornou-se ainda mais complicado na quarta-feira com a notícia de que empresas estatais chinesas de petróleo pretendem desenvolver sete novos campos de gás no Mar da China Oriental, sendo dois destes campos em águas próximas do Japão.

Nesta quinta-feira, três navios do governo chinês navegaram em águas japonesas próximos das Ilhas Senkaku.

 

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