Política

Ativista chinês diz que Japão e Taiwan são importantes para democracia da China

Chen chegou a Taiwan no domingo.

Do Mundo-Nipo

O ativista chinês, defensor dos direitos humanos, Chen Guangcheng, que vive nos Estados Unidos desde que deixou a China no ano passado, disse nesta segunda-feira que o Japão e Taiwan estão desempenhando um papel fundamental no processo de democratização na Ásia, particularmente na China.

“A mídia japonesa começou a prestar mais atenção nas condições dos direitos humanos na China, o que é algo bom e um desenvolvimento inevitável”, disse Chen em entrevista coletiva, um dia depois de chegar a Taipei.

“Taiwan pode sem dúvida, servir de modelo para a democratização da China”, disse ele. Acrescentando que a “história de sucesso de democratização de Taiwan causa muito medo na China”.

O ativista cego chegou em Taiwan no domingo e deve retornar aos EUA no dia 11 de julho. Ele pretende visitar o Japão ainda este ano.

Durante sua estadia em Taiwan, Chen irá visitar os políticos em Taipei e sul de Taiwan.

Buscando explicar o desenvolvimento, Chen disse que vê um jogo de xadrez que está sendo disputado entre o autoritarismo e a democracia na China.

“Temos de estar vigilantes. Se não mostrarmos a nossa preocupação, o autoritarismo vai chegar ao quintal depois de tomar uma polegada”, disse ele.

Como sua bolsa de um ano na Universidade de Nova York vai chegar ao fim neste mês, Chen disse que vai continuar a defender os direitos humanos, independentemente de sua localização.

“Há muitas opções para o meu futuro”, disse ele, acrescentando que não descarta a ida para Taiwan.

Para ajudar na democratização de Pequim, Chen incentivou Taiwan a manter contatos frequentes com ativistas de direitos humanos na China.

Chen, um advogado autodidata, foi preso na China entre 2006 e 2010 por denunciar o aborto forçado e vítimas de esterilização. Posteriormente ele foi detido em casa, na província de Shandong, por 18 meses, até sua fuga dramática em abril do ano passado, que terminou em seu refúgio na embaixada dos EUA em Pequim. Só após dias de negociações, Pequim concordou em permitir que Chen e sua família deixar a China.

As informações são da agência Kyodo.

 

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