Política

Rússia define novas sanções do Japão como “um passo hostil”

As novas sanções do Japão à Rússia envolve questões relacionadas à Ucrânia e às ilhas em disputa pelos dois países.

Do Mundo-Nipo com agências

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que ficou decepcionado com as novas sanções impostas ao país pelo Japão e definiu as medidas como “um passo hostil”.

“Vemos esse passo hostil como nova prova da incapacidade do lado japonês de impor uma linha de política externa independente”, disse o comunicado.

O governo japonês anunciou na quarta-feira (26) que estava impondo mais sanções à Rússia por causa de seu envolvimento no conflito da Ucrânia.

Entretanto, a medida foi antecipada após a visita de um assessor do presidente russo, Vladimir Putin, a uma ilha ao largo da costa de Hokkaido, no extremo norte do Japão, governada por Moscou desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

 

Sobre a soberania das ilhas

O Japão reivindica a soberania o pequeno arquipélago constituído por quatro ilhas que são conhecidas por Ilhas Curilas Meridionais (nordeste de Hokkaido), administradas pela Rússia desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), quando foram invadidas pela então União Soviética.

O governo japonês defende que as ilhas, denominadas Territórios do Norte, são “parte ancestral e inalienável de seu território”, enquanto a Rússia, que as administra, considera “inquestionável” sua soberania sobre elas.

A disputa pelo controle do arquipélago, rico em pesca e recursos minerais, evitou que Tóquio e Moscou assinassem um tratado de paz permanente após o fim da guerra.

A disputa territorial com a Rússia se agravou em novembro de 2010, quando o então presidente russo, Dmitri Medvedev, realizou uma visita oficial à ilha de Kunashiri, uma das quatro reivindicadas pelo Japão.

Além disso, Tóquio apresentou um protesto formal a Moscou pela visita de Medvedev, já como primeiro-ministro, a uma das ilhas em julho de 2012. Tóquio também apresentou, nesta semana, outro protesto após a visita recente à ilha por parte do assessor de Putin.

(Com agências EFE e Kyodo)

 


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