Política

Aprovação do gabinete japonês cai para 48% em julho

A aprovação do gabinete ministerial recuou cinco pontos em relação à pesquisa de junho.

Do Mundo-Nipo com Agências

O índice de aprovação ao gabinete do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, caiu para 48% em julho, de acordo com uma pesquisa conduzida pelo jornal econômico Nikkei, indicando que a queda é reflexo do sentimento de ceticismo sobre o papel militar do Japão e a política de energia nuclear.

O levantamento, divulgado no domingo (27), mostra que o índice de aprovação do gabinete ministerial recuou cinco pontos em relação à pesquisa de junho. É também a primeira vez que o índice cai para menos de 50% desde que Abe assumiu o poder, em dezembro de 2012.

Na mesma comparação, o índice de desaprovação aos ministros subiu dois pontos porcentuais, para 38%, um novo recorde para o atual governo. A queda na popularidade foi particularmente proeminente entre os eleitores mais jovens, com o apoio caindo dez pontos porcentuais entre os entrevistados que têm de 20 a 39 anos e nove pontos porcentuais entre os que se localizam na faixa dos 40 anos.

Quase 60% dos entrevistados na faixa dos 20 aos 30 anos disseram que não aprovam a tentativa de Abe de remilitarizar o país, sob o argumento de defesa de interesse de aliados sob ataque.

A respeito da provável retomada do uso de energia nuclear, por meio da reabertura da central nuclear de Sendai daqui a três meses, apenas 35% dos entrevistados apoiam o projeto governamental, contra 52% que têm objeção.

Na frente econômica, 44% dos entrevistados apoiam as políticas de Abe e 37% desaprovam. A oposição ao aumento do imposto de consumo, prevista para o segundo semestre de 2015, continua forte, com 59% contra e 36% a favor.

A pesquisa foi realizada por meio de ligações telefônicas para 1.502 famílias com eleitores entre os dias 25 e 27 de julho.

(Com informações das agências Estado e Kyodo)

 


Mundo-Nipo. Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita do Mundo-Nipo.com. Para maiores esclarecimentos, leia a Restrição de uso.

Comentários