Política

Rússia critica sanções japonesas por conflito na Ucrânia

A Rússia disse que as novas sanções do japão contra Moscou foi um “ato hostil e impensado”.

Do Mundo-Nipo com Agências

O governo russo criticou nesta terça-feira (29) o anúncio das novas sanções impostas por Tóquio à Moscou, considerando um “ato hostil e impensado”. O Japão havia anunciado na sexta-feira (25) a aplicação de novas sanções contra as pessoas e instituições russas envolvidas na “anexação da Crimeia e na desestabilização da Ucrânia” após a queda do voo MH17 da Malaysia Airlines na fronteira entre Rússia e Ucrânia, que foi derrubado por um míssil.

Em um comunicado, a diplomacia russa declarou que “o anúncio das sanções adicionais do governo japonês contra a Rússia é um ato hostil e impensado, que se baseia em ideias totalmente errôneas sobre os motivos reais do que está ocorrendo na Ucrânia”.

Entretanto, até o momento, Moscou nega que forneceu aos rebeldes o míssil que derrubou o MH17, causando a morte das 298 pessoas que estavam a bordo. O governo japonês vai esperar que a União Europeia anuncie novas sanções contra Moscou antes de especificar os detalhes e a data de entrada em vigor das suas, disse uma fonte do governo para a agência Kyodo.

Por sua vez, porta-vozes da Chancelaria japonesa declararam à Kyodo que as medidas que serão tomadas pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe provavelmente terão um aspecto mais “limitado” para evitar um impacto negativo nas negociações que Tóquio mantém com Moscou pela disputa territorial sobre as ilhas Curilas do Sul.

“No entanto, se for confirmado que as forças pró-russas são responsáveis pela queda do avião através da utilização de armamento de fabricação russa, as novas sanções serão pesadas”, explicaram os representantes do Ministério de Relações Exteriores.

O Japão já impôs sanções à Rússia por sua intervenção na Ucrânia. Desde março, Tóquio congelou as negociações para um acordo bilateral de investimentos com Moscou, suspendeu conversas para facilitar a emissão de vistos para cidadãos russos e negou os mesmos a vários funcionários russos.

(Com informações das agências FolhaPress e Kyodo)

 


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