Ciência e Saúde Sociedade

Japão doa US$ 1,5 milhão à OMS para ajudar no combate ao ebola na África

Além de ajuda financeira, o país enviará toneladas de material médico aos países mais afetados pelo susto que já matou mais de 1,2 mil.

Do Mundo-Nipo

O governo japonês vai fornecer US$ 1,5 milhão à Organização Mundial de Saúde (OMS) para combater o avanço da epidemia de ebola no Oeste da África. Segundo a chancelaria japonesa, a ajuda é destinada à compra de medicamentos e material de proteção para os profissionais que estão diretamente envolvidos no tratamento de pacientes enfermos nos quatro países afetados com o vírus.

Além disso, o país enviará toneladas de medicamentos e material médico, como máscaras e luvas, aos quatro países afetados: Serra Leoa, Guiné, Nigéria e Libéria. Fundos também serão encaminhados a programas educacionais com o objetivo de ensinar a população desses países formas de prevenção contra o vírus e assim ajudar a reduzir a disseminação da doença.

Em abril passado, o Japão forneceu US$ 520 mil de ajuda para combater o surto na Guiné. A chancelaria afirmou ainda que o país tenciona continuar ajudando tais programas de assistência.

A situação do surto é alarmante. Na semana passada, a OMS declarou estado de emergência global, apelando aos governos do mundo para reunir esforços com objetivo de conter o atual surto, que já matou mais de mil pessoas em quatro países na África.

Segundo a entidade, cada país deve monitorar suas fronteiras e aeroportos para evitar a entrada de pessoas infectadas.

No início desta semana, o Ministério da Saúde garantiu que o governo japonês está preparado para cumprir as recomendações da OMS em relação ao vírus ebola e informou que não há nenhum caso da doença no país.

O ministério afirmou que, até o momento, não há risco de transmissão no Japão e o risco de alguém (infectado) vir de fora é pouco provável.

Os procedimentos definidos pelo ministério para detectar qualquer paciente contaminado está focado em um forte sistema de vigilância nos aeroportos internacionais e nos portos. Pacientes cuja contaminação for detectada já durante o voo serão levados diretamente à hospitais já pré-estabelecidos pelo governo. O transporte será feito por equipes especializadas. O mesmo procedimento será adotado se um paciente chegar ao Japão ainda no período de incubação da doença, que pode durar 21 dias.

Segundo o ministério, o vírus não é transmissível durante o período de incubação, quando o paciente ainda não demonstra sintoma. A transmissão não se dá pelo ar, mas apenas no caso de contato com fluidos corporais de pessoas infectadas.

Como medida de preparação para o risco, o Ministério da Saúde elevou o nível de ativação das Operações de Emergência. Isso significa que uma equipe do ministério atuará caso se confirme a chegada de qualquer pessoa infectada pelo ebola.

 


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