Sociedade

Audiências do caso de violação sexual que indignou indianos serão diárias

A corte metropolitana de Saket, no sul de Nova Délhi, realizou nesta quinta a segunda audiência do julgamento.

Da agência EFE

Nova Délhi, 24 jan (EFE).- A defesa dos acusados pela violação sexual e morte de uma jovem indiana em dezembro, um caso que chocou o país asiático, afirmou nesta quinta-feira que a partir da semana que vem as audiências do julgamento serão “diárias”.

“A próxima audiência será realizada em 28 janeiro e a partir desse dia, as audiências serão diárias”, afirmou à Agência Efe o advogado A.P. Singh, que representa dois dos acusados.

A corte metropolitana de Saket, no sul de Nova Délhi, realizou nesta quinta a segunda audiência do julgamento desde que na semana passada ficou decidido transferir o caso a uma sala distinta para que o processo se desenvolva pela “via rápida”.

Singh acrescentou que na sessão de hoje, apresentou perante o magistrado Yogesh Khanna, que é o atual encarregado de julgar os cinco acusados, uma análise da idade óssea de seu cliente Vinay Sharma, que indica que era menor quando participou da violação.

No entanto, de acordo com o advogado, “a corte não tomou nenhuma decisão sobre a idade” de seu cliente.

Se for confirmada a idade, Sharma teria que ser julgado por um tribunal de menores, local no qual está sendo julgado um sexto implicado na violação, que tem 17 anos.

Segundo afirmaram fontes da defesa à Agência Efe, o advogado K. Anand, que representa o considerado líder do grupo agressor, Ram Singh, passará a defender também seu irmão Mukesh, que era representado até agora por Manohar Lal Sharma.

O caso da violação e morte da estudante de Fisioterapia de 23 anos, despertou uma onda de protestos no país asiático.

O crime foi cometido em 16 de dezembro em um ônibus de Nova Délhi, onde durante 40 minutos os supostos agressores violaram e torturaram a menina, que estava acompanhada de um amigo.

Ambos tiveram suas roupas arrancadas e foram feridos ao serem jogados do asfalto. A menina morreu 13 dias depois em um hospital em Cingapura.

Entre as acusações que pesam sobre os cinco adultos, figuram violação e assassinato, e se forem considerados culpados, podem ser condenados a morte. EFE

 

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