Tecnologia

Desmontagem da usina de Fukushima contará com ‘realidade virtual’

A tecnologia ajudará a rota e duração de deslocamentos dos técnicos dentro dos edifícios que abrigam os reatores.

A Agência da Energia Atômica do Japão (JAEA) informou que empregará um sistema de realidade virtual para treinar os técnicos que trabalham no programa de desmontagem da usina nuclear de Fukushima, que ficou danificada após ser atingida pelo gigantesco tsunami em março de 2011, no que gerou a pior crise nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, informou nesta sexta-feira (8) o jornal “The Asahi Shimbun”.

De acordo com a publicação do jornal japonês, a tecnologia consiste em uma tela de 3,6 metros de altura, com um sistema que projeta imagens em três dimensões.

Este sistema, que está situado a 12 quilômetros da usina, no Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Remota de Naraha, simulará o interior dos edifícios que abrigam os reatores danificados, que seguem inacessíveis para os trabalhadores devido aos elevados níveis de radiação desde o colapso da central atômica em 2011.

“Com esta tecnologia, será possível estabelecer um plano de trabalho idôneo para a tarefa, como rota e duração de deslocamentos dos técnicos, estimando assim a exposição à radiação”, explicou a JAEA, responsável pelo projeto.

O centro também conta com uma réplica do tonel de contenção de um reator, que será utilizada para testes e pesquisas de métodos e tecnologias para a completa desativação.

Uma dos trabalhos mais complicados de todo o processo é a extração e o armazenamento seguro do combustível fundido e solidificado que se acumula nos reatores 1, 2 e 3 da usina atômica.

Antes da retirada, é preciso comprovar o estado do interior dos reatores, descontaminar a estrutura e reparar as partes por onde está vazando a água usada para resfriá-los.

No entanto, os níveis de radiação são tão elevados que por enquanto só foi possível utilizar dispositivos de controle remoto, como robôs, para acessar as unidades danificadas.

É por isso que a JAEA espera que esta tecnologia ajude a melhorar a eficiência e a segurança durante o tedioso processo de desmantelamento da central de Fukushima, que pode durar entre 30 e 40 anos.

Fontes: Agência EFE | The Asahi Shimbun.

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