Tecnologia

Japão realiza 1º teste de drone comandado por celular

Foto: Distribuição/NTT Docomo

A telefonia móvel permite controlar drones a uma distância 60 vezes superior à atual rede utilizada.

A empresa de telefonia móvel NTT Docomo iniciou em Fukuoka, no sul do Japão, os testes do que será o primeiro drone controlado por rede de telefone celular. Atualmente, esses dispositivos são controlados apenas por ondas de rádio.

A Docomo desenvolveu o drone em conjunto com um grupo de firmas joint venture. O drone transportou um pacote pesando aproximadamente um quilo, voando de um porto até uma ilha situada a cerca de 2,5 quilômetros da costa na cidade de Fukuoka.

Durante a operação, que teve início na última terça-feira (15), o equipamento atingiu velocidade máxima de 50 quilômetros por hora e levou cinco minutos para completar a missão.

A empresa Autonomous Control Systems Laboratory, um empreendimento da Universidade de Chiba, equipou o drone com sistema de smartphones que usam a rede Long-Term Evolution (LTE).

Até o momento, drones com tecnologia sem fio, por intermédio de ondas de rádio, podem ser manipulados a apenas uma distância de até um quilômetro. Já a rede de alta velocidade LTE permite que drones sejam controlados a partir de uma distância 60 vezes superior à tecnologia de ondas de rádio.

Drones voando com a ajuda da rede LTE pode enviar imagens e relatórios sobre as condições de vôo. Além disso, ao usar uma rede existente na área de operação não requer nenhum investimento de infra-estrutura adicional, ou seja, não haverá custos na implantação do sistema.

Engenheiros planejam seguir com os testes para verificar se a operação com o novo drone afetará as comunicações de telefonia móvel em terra. A meta é lançar a novidade em 2018.

Para voar com drones por longas distâncias e se conectar a redes de telefonia móvel, a Docomo ganhou permissão e licenças do governo japonês.

A empresa também vem testando drones para monitorar a agricultura, como plantações de arroz, e gestão de conservação das florestas nas regiões costeiras.

Fontes: Jornal Nikkei | NHK News Japan.

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