Tecnologia

Empresa japonesa projeta cidade submarina autossustentável

A cidade submarina é totalmente autossuficiente em energia e oxigênio, podendo comportar cerca de 5 mil residentes.

Do Mundo-Nipo

Uma construtora japonesa apresentou um projeto futurista de cidade submarina autossustentável em energia e oxigênio, na qual pode comportar cerca de 5 mil residentes. De acordo com uma publicação do site americano Busines Insider, as pessoas poderiam viver e trabalhar no que pode ser chamado de “versão moderna de cidade perdida da Atlântida”.

De acordo com a publicação, o projeto da construtora Shimizu consiste em um complexo com espaços residenciais, hotéis e conjuntos comerciais, tudo construído dentro de um gigantesco globo capaz de flutuar na superfície do mar.

A estrutura possui uma enorme espiral no centro, podendo submergir em casos de mau tempo e atingir até 4 mil metros de profundidade.

Os visionários da Shimizu explicam que a espiral formaria um caminho de 15 quilômetros a partir do edifício central até o fundo do oceano, o que poderia servir como uma fábrica para aproveitar recursos como metais e terras raras.

“No futuro, os seres humanos poderão viver em grandes complexos habitacionais submarinos”, afirmam.

Oxigênio e energia sustentável
Para obter oxigênio, a Shimizu explica que é possível usar micro-organismos para converter dióxido de carbono capturado na superfície em metano. A grande diferença de temperaturas da água entre a superfície e o fundo do mar poderia ser usada para gerar energia.

A cidade conceito foi desenvolvida em conjunto com várias organizações, incluindo a Universidade de Tóquio e a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia.

Custo
A construtora Shimizu diz que o custo para colocar em prática o arrojado projeto é estimado em cerca de três trilhões de ienes (US$ 25 bilhões), conforme noticiou o Busines Insider no final de 2014, acrescentando que a construtora espera captar recursos por intermédio de parcerias com alumas das grandes companhias do Japão e assim iniciar a construção do complexo entre 2015 e 2016. A tecnologia então poderia estar disponível em 2030.

O projeto conceito não é o primeiro da Shimizu. A empresa já projetou uma metrópole flutuante e um anel de energia solar ao redor da lua.

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