Espacial

Japão quer continuar participando do projeto da Estação Espacial até 2024

Críticos apontam que o investimento japonês de quase US$ 8 bilhões até o momento teve pouco retorno.

Do Mundo-Nipo

O Ministério da Educação, Tecnologia e Ciência do Japão disse que o país deve continuar participando do projeto da Estação Espacial Internacional (ISS) até 2024, conforme informou a emissora pública ‘NHK’.

 

Estação Espacial Internacional (Foto: Nasa)

A Estação Espacial Internacional (ISS) é a maior e mais moderna estrutura já montada pelo homem no espaço (Foto: Nasa)

 

Países participantes do projeto concordaram em encerrar a missão em 2020, mas em janeiro os Estados Unidos propuseram estender os trabalhos na estação por mais quatro anos.

Um subcomitê do ministério divulgou um relatório interino na última terça-feira que recomenda que o Japão siga com a proposta dos Estados Unidos.

O relatório pede ainda por melhorias na eficiência dos custos do projeto. Críticos apontam que o investimento japonês de quase US$ 8 bilhões até o momento teve pouco retorno para o crescimento da indústria.

 

Construção da ISS contou com a colaboração de 15 países

A Estação Espacial Internacional (ISS) é a maior e mais moderna estrutura já montada pelo homem no espaço. Com 109 metros de largura, 73 metros de comprimento, 20 metros de altura e cerca de 450 mil kg, serve como plataforma para missões e como laboratório para experimentos espaciais.

Além do aprendizado por meio de experimentos no ambiente de baixa gravidade, há outro aspecto importante entre as funções científicas da estação internacional. “A ISS também é um lugar para aprender sobre os impactos de um voo espacial de longa duração em seres humanos e seus equipamentos antes de enviá-los para viagens ao espaço profundo e, eventualmente, Marte”, aponta John M. Logsdon, professor emérito do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

A estação fica em uma órbita baixa (350 km de altitude), pode ser vista a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27.700 km/h, orbitando a Terra a cada 90 minutos. Esse gigante terrestre (ou nanico espacial) é resultado do esforço de 15 nações – EUA (Nasa), Rússia (Roscosmos), Japão (Jaxa), Canadá (CSA) e 11 países da Agência Espacial Europeia (ESA) – que trabalharam juntas durante 13 anos, de 1998 até 2011, para o desenvolvimento da estação.

 

Kibo (laboratório japonês)

O Módulo Experimental Japonês (JEM, sigla a partir do nome em inglês) é mais conhecido como Kibo, que significa “esperança” em japonês. O laboratório constitui-se da primeira contribuição do Japão à ISS. É usado para armazenar equipamentos e realizar experiências em medicina espacial, biologia, astronomia, biotecnologia e pesquisas em comunicações. Seu lançamento aconteceu no dia 31 de maio de 2008.

Fonte: Terra/Nasa.

 


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