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Japão inicia operação de combate à pirataria de animes e mangás na Internet

O governo e produtoras japonesas começaram hoje a notificar sites estrangeiros, solicitando a remoção em massa de conteúdo que infrinjam seus direitos autorais.

Do Mundo-Nipo

É de conhecimento geral que os famosos animes e mangás japoneses tornaram-se extremamente populares em praticamente todo o planeta, e o Japão vê isso com bons olhos, já que proporciona ao país uma boa oportunidade de divulgar sua cultura e melhorar as relações internacionais. Porém, com a popularidade, veio também a pirataria, o que atualmente é fácil de ser encontrada em sites voltados para os fás do gênero em diversos países.

 

Personagens de animes (Imagem: Reprodução)

580 sites estrangeiros serão solicitados a remover conteúdos que infrinjam os direitos autorais de empresas japonesas (Imagem: Reprodução)

 

O problema levou o governo japonês a elaborar um “mega-plano” na esperança de resolver a situação. Nesta sexta feira (1), será iniciada uma enorme campanha antipirataria. O governo em conjunto com os principais produtores e distribuidores japoneses irão notificar 580 sites estrangeiros, solicitando a remoção em massa de conteúdo que infrinjam seus direitos autorais.

No Brasil, há milhares de sites especializados no gênero e que disponibilizam downloads gratuitos de um número incontável de títulos – todos atualizados e com lançamentos quase que simultâneos com o Japão, conforme faz a maioria dos sites em outros países.

Além da notificação aos sites, será lançado um grande portal para que os fãs estrangeiros tenham “acesso legal” há mais de 250 obras que hoje são comumente pirateadas. O preço ainda não foi definido, mas prometem ser acessível.

Como os sites a serem notificados não ficam hospedados no Japão, será difícil que eles atendam aos pedidos. Contudo, resta esperar se a campanha terá algum impacto real na pirataria. Mas a iniciativa de oferecer conteúdo a fãs de outros países, facilitando assim o acesso de estrangeiros ao conteúdo, é válida.

O Netflix e o Spotify estão aí para provar que as pessoas estão dispostas a pagar por conteúdo, desde que o preço seja acessível, a distribuição de conteúdo novo seja rápida, sem grandes intervalos entre a exibição em seu país de origem e a disponibilidade para o resto do mundo.

Fonte: TorrentFreak.

 

 


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