Cultura

Era digital diminui habilidade de uso do kanji no Japão

Milhões de pessoas em toda a Ásia Oriental esquecem os pictogramas e ideogramas usados na escrita japonesa e chinesa.

Do Mundo-Nipo

Artista Maria Rosa (Foto: Mundo-Nipo)

Artista Maria Rosa (Foto: Mundo-Nipo)

Estudantes japoneses que gastavam horas aprendendo os caracteres complexos chineses que compõem parte da escrita japonesa, os kanjis, agora poderão contar com a ajuda de seus tablets, smartphones e notebooks para recordá-los.

Milhões de pessoas em toda a Ásia Oriental esquecem os pictogramas e ideogramas usados na escrita japonesa e chinesa.

Algumas pessoas lamentam o avanço e vêem como uma perda da história e cultura, já outros aceitam a mudança como “útil”, que pode melhorar a escrita como um todo.

Segundo informações da AFP, Naoko Matsumoto, professora de Direito na Universidade de Sophia, perto de Tóquio, disse que seus alunos estão escrevendo mais fluentemente que seus antecessores com o avanço tecnológico.

“Eu acho que eles realmente são  melhores em escrever, porque os fazem de uma forma simples e fácil de entender”, disse ela.

Artista Maria Rosa (Foto: Mundo-NIpo)

Artista Maria Rosa (Foto: Mundo-NIpo)

“A habilidade de escrita kanji (caracteres chineses) perfeitamente está se tornando menos necessário em comparação com épocas anteriores”, disse  Matsumoto.

O Japão incorporou o kanji em algum momento durante o primeiro milênio para usar como um sistema de escrita, apesar de não haver ligação linguística entre o japonês e o chinês.

Por volta dos séculos VIII e IX, o Japão desenvolveu um silabário de consoantes e vogais chamado hiragana. O segundo silabário, chamado katakana, foi desenvolvido tempos depois.

Atualmente, a língua japonesa mistura o “hiragana”, “katakana” e “kanji”.

 

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