Economia

Gastos das famílias no Japão têm primeira alta em 3 meses

O rendimento médio mensal das famílias com trabalhadores assalariados subiu para 475,369 mil ienes (cerca de R$ 15,7 mil) em agosto.

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Os gastos das famílias no Japão aumentaram 2,9% em agosto (em termos reais ajustados aos preços) na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que representa o primeiro ganho em três meses, informou nesta sexta-feira (2) o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações.

O resultado contrariou a previsão mediana de economistas, que estimavam um pequeno avanço, de 0,3% para o oitavo mês do ano. A estimativa foi baseada no desempenho em julho, que recuou 0,2%. A forte alta de 4,8% em maio representou a primeira elevação do indicador desde março de 2014. Depois disso, os gastos retomaram a trajetória de queda.

A média mensal dos gastos por cada lar com dois ou mais ocupantes ficou em cerca de 291,156 mil ienes (cerca de R$ 9,6 mil), aumento de 3,2% em termos nominais e de 2,9% em termos reais na comparação com agosto de 2014, de acordo com o levantamento de estatística do ministério.

Já a média geral de gastos por domicílio ficou em 317,195 mil ienes (cerca de R$ 10,5 mil) no oitavo mês do ano, alta de 3,7% em termos nominais e avanço de 3,4% em termos reais ante igual mês do ano anterior.

O rendimento médio mensal das famílias com trabalhadores assalariados subiu para 475,369 mil ienes (cerca de R$ 15,7 mil), alta de 2,5% em termos nominais. Em termos reais, houve crescimento de 2,2% na comparação com agosto de 2014.

A despesa dos lares é um indicador fundamental para avaliar a tendência do consumo privado, que no Japão representa cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em nota emitida à imprensa, Hiroaki Muto, economista-chefe da Tokai Tokyo Research Center, disse que “o avanço nos gastos das famílias é um ponto importante para a economia japonesa”, o que pode ajudar a aliviar o pessimismo sobre as perspectivas de crescimento do Japão.

“Provavelmente, o consumo privado vai se recuperar da recessão no segundo trimestre com a recuperação dos salários, embora a um ritmo moderado”, disse ele em referência à queda inesperada na produção industrial em agosto, que levantou preocupações de que o Japão pode voltar a sofrer uma recessão.

*A tabela com os dados completos pode ser conferida no site do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações (em inglês).

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