Economia

Shinzo Abe diz que condições do acordo TPP são favoráveis ao Japão

O acordo entre Japão e mais 11 países cria uma zona livre de tarifas que representa cerca de 40% do PIB mundial.

Do Mundo-Nipo

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta terça-feira (6) que o Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica (TPP, sigla em inglês) teve “os melhores resultados possíveis” para seu país.

“Pudemos obter os melhores resultados possíveis no que se refere ao interesse da nação”, afirmou em entrevista coletiva o líder da terceira potência economia mundial sobre o TPP, que ainda deve ser referendado pelos 12 países signatários.

Após cinco anos de negociações, ontem em Atlanta, nos Estados Unidos, se chegou finalmente a um acordo para criar uma zona livre de tarifas que representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Os países integrantes do TPP são Japão, Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã.

Com a ativação do TPP, o líder japonês conseguiria implementar parte das reformas estruturais prometidas em seu programa econômico, batizado como “Abenomics”.

O Japão sairá favorecido em setores como o automotivo, já que os Estados Unidos concordaram em eliminar as tarifas para 81,3% das autopeças japonesas e retirar em 25 anos o imposto de 2,5% sobre os automóveis exportados pelo país asiático.

Além disso, Japão, Estados Unidos, Canadá e México também chegaram a um consenso de que um veículo dever ter 45% de seus componentes fabricados dentro da área do TPP para que esteja isento de todas ou de parte das tarifas alfandegárias.

A decisão beneficiaria especialmente ao Japão, que pode ter acesso a muitas peças no competitivo mercado asiático e incluí-las nesses automóveis.

Abe também se referiu a um terreno especialmente sensível e tradicionalmente blindado no Japão, o agrícola.

O Japão fez grandes concessões, como aceitar uma cota anual livre de impostos de até 56 mil toneladas de arroz, um produto especialmente sensível no país asiático, de EUA e Austrália, que aumentará para até 78,4 mil toneladas ao longo dos próximos 13 anos.

Nesse sentido, Abe lembrou que o Japão não tem obrigação de cobrir as cotas e prometeu que, no caso do arroz, “se manterá a atual quantidade que circula no mercado”.

Além disso, o premiê considerou que o TPP vai acelerar as negociações para a assinatura de um tratado de livre-comércio entre Japão e União Europeia (UE), e espera que o mesmo seja fechado “durante este ano”.

Por último, Abe considerou que a futura inclusão da China no TPP serviria também para favorecer a estabilidade da região.

(Com informações da agência EFE)

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