Economia

PIB revisado do Japão cai mais que o esperado no terceiro trimestre

Esta é a segunda vez seguida que o país recua no trimestre em comparação anualizada.

Do Mundo-Nipo com Agências

A economia do Japão encolheu mais do que o divulgado inicialmente no terceiro trimestre devido a quedas no investimento empresarial, surpreendendo os mercados e dando suporte à recente decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe de adiar o segundo aumento do imposto sobre vendas.

O golpe do aumento do imposto em abril acabou sendo maior do que o esperado, indicaram os dados revisados do Produto Interno Bruto (PIB) nesta segunda-feira (8), destacando os desafios que Abe e o banco central enfrentam para tirar a terceira maior economia do mundo da deflação.

A revisão para a contração anualizada de 1,9%, contra preliminar de queda de 1,6%, confirmou que o Japão caiu em recessão, e foi pior do que a expectativa em pesquisa da Agência Reuters de contração de 0,5%.

Esta é a segunda vez seguida que o país recua no trimestre em comparação anualizada, o que, para os economistas, configura recessão técnica. No segundo trimestre, houve queda de 6,7% em relação a igual período de 2013.

O principal fator por trás do resultado do PIB foi o declínio de 0,4% no investimento empresarial, contra queda preliminar de 0,2%. Analistas esperavam que os gastos de capital fossem revisados para cima.

Na comparação trimestral, a economia encolheu 0,5% no terceiro trimestre, contra preliminar de queda de 0,4%. O resultado foi pior do que a expectativa do mercado de contração de 0,1%.

O aumento no imposto sobre vendas do Japão de 5% para 8% em abril afetou os gastos das famílias e piorou o cenário para o “Abenomics”, um misto de agressiva expansão monetária, estímulo fiscal e reformas estruturais com o objetivo de acabar com a estagnação econômica.

A decisão de Abe de adiar o segundo aumento do imposto, para 10%, em 18 meses, até abril de 2017, aliviou as preocupações sobre o cenário para os gastos do consumidor, que representam 60 por cento do PIB.

(Com informações das agências Estado e Reuters)


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