Economia

BC do Japão mantém política monetária, mas adia previsão de atingir meta de inflação

A meta de alcançar inflação de 2% foi adiada para meados de 2016.

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Do Mundo-Nipo com Agências

O Banco do Japão (BoJ, banco central japonês) decidiu manter sua política monetária nesta quinta-feira (30), evitando assim ampliar seu já forte programa de estímulo monetário, mantendo sua convicção de que uma recuperação econômica estável impulsionará gradualmente os preços, apoiado na expectativa de que a alta dos salários e uma esperada recuperação no consumo privado vai levar a inflação na direção de sua meta de 2%.

Como esperado, o conselho de política monetária do BoJ deixou inalterada sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes (700 bilhões de dólares) através de compras de títulos governamentais e ativos de risco. Dos nove membros do conselho, oito votaram a favor e apenas um foi contra, o mesmo resultado da reunião de março.

O BoJ cortou a projeção para o núcleo da inflação ao consumidor para este ano fiscal a 0,8%, ante 1,0%, na revisão das projeções que realiza duas vezes ao ano.  Hoje à noite, o governo japonês divulga os números de inflação para março.

O banco disse que agora espera que a inflação atinja sua meta de 2% por volta de abril a setembro de 2016, revendo sua projeção anterior de que a meta seria atingida por volta do ano fiscal atual, que começou neste mês.

Mesmo após cortar suas projeções, o BC japonês continua mais otimista que o mercado. Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperam que o núcleo de preços ao consumidor atinja 0,3% neste ano fiscal e 1,3% no próximo ano, quase metade do ritmo previsto pelo banco central.

Declarações de Haruhiko Kuroda
Em coletiva de imprensa, o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, disse não ver necessidade de afrouxar a política monetária ainda mais por enquanto já que os salários crescentes estão sustentando uma tendência ampla de alta nos preços. Ele culpou principalmente os preços baixos do petróleo pelos dados fracos sobre inflação, em vez de uma atividade econômica teimosamente fraca.

No entanto, esse argumento está tornando-se difícil de defender, uma vez que a maciça impressão de dinheiro pelo banco central nos últimos dois anos não conseguiu impulsionar os gastos de consumidores e investimentos por empresas.

Apesar das declarações otimistas de Kuroda sobre a perspectiva de atingir sua meta de inflação, muitos analistas ainda esperam que o BoJ amplie seu estímulo novamente neste ano.

(Com agências Reuters e Kyodo)

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