Economia

Desemprego no Japão cai para 3,5% em agosto

Apesar do resultado, a terceira maior economia do mundo vem se deteriorando desde o aumento sobre o imposto em abril.

O índice de desemprego no Japão caiu para 3,5% em agosto, ante 3,8% no mês anterior, marcando a primeira melhora em três meses, mostraram dados do governo nesta terça-feira (30).

“O resultado, no entanto, não é necessariamente um sinal positivo para a economia do país, afirmou um funcionário do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações durante a divulgação dos dados.

“Por trás da queda na taxa está o fato de que mulheres desempregadas pararam de procurar emprego”, afirma o funcionário, indicando que a maioria desistiram de entrar no mercado de trabalho na sequência da elevação do imposto sobre vendas em abril, prejudicando a economia do país.

O índice em agosto é similar ao registrado em maio, quando também recuou para 3,5%, alcançando o menor nível em mais de 16 anos, desde dezembro de 1997.

De acordo com os dados do ministério, o número de desempregados no oitavo mês do ano situou-se em 2,30 milhões, uma redução de 180 mil em relação ao mês anterior, enquanto o número de pessoas empregadas aumentou apenas 70 mil, para 56,06 milhões em agosto. Já o número de pessoas que recentemente começaram a procurar trabalho caiu 120 mil com ajuste sazonal, situando-se em 660 mil.

Na comparação por gêneros, o índice de desemprego para as mulheres recuou 0,5 ponto percentual em relação a julho, para 3,2%. Entre os homens, o número se manteve estável, em 3,8%.

Já a disponibilidade de emprego no país se manteve estável na comparação com julho. O índice entre oferta e procura situou-se em 1,10 pontos em agosto, ou seja, havia 110 ofertas por cada 100 candidatos.

A terceira maior economia do mundo, no entanto, vem se deteriorando desde o aumento de 3 pontos percentuais na taxa do imposto sobre o consumo, para 8% a partir de 1º de abril, o que sufocou os gastos privados e a produção industrial.

Alguns especialistas estimam que a economia do país, provavelmente, não consiga se recuperar no trimestre de julho-setembro em um ritmo que possa compensar a queda econômica nos trimestres anteriores.

(Com Agência Kyodo)

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