Meio ambiente e Energia

Reatores nucleares inoperantes podem ser reativados em 2014, diz órgão japonês

O Japão pode religar em julho de 2014 alguns de seus reatores nucleares, após realizar verificações de segurança.

Do Mundo-Nipo

Energia nuclear no Japão (Imagem: Shutterstock)

Dos 50 reatores japoneses, apenas dois estão em operação, e os outros foram fechados para reavaliação (Imagem: Shutterstock)

O Japão pode religar em julho de 2014 alguns de seus reatores nucleares, após realizar verificações de segurança adotadas depois do desastre nuclear de 2011 na usina de Fukushima, informou um órgão governamental nesta terça-feira (5), de acordo com informações da agência Reuters.

A energia nuclear respondia por cerca de um terço do consumo energético do Japão antes do acidente na usina nuclear Fukuchima Daiichi, provocado por um terremoto seguido de tsunami em 11 de março de 2011. Desde então, muitos reatores tiveram suas funções interrompidas por medidas de segurança,

Instituto de Economia Energética do Japão disse que até março de 2015 apenas quatro deles deverão estar em funcionamento, o que significa que o país se manterá fortemente dependente dos combustíveis fósseis.

Mais de dois anos depois do acidente, água radiativa continua vazando da usina acidentada para o mar, o que cria uma situação de emergência para Companhia de Energia Elétrica de Tóquio, (Tepco, na sigla em inglês), empresa que opera a usina, disse na segunda-feira uma fonte da Autoridade Reguladora Nuclear.

Dos 50 reatores japoneses, apenas dois estão em operação, e os outros foram fechados para checagens e melhorias. Os dois restantes, porém, precisarão ser desligados antes de setembro para reabastecimento e avaliação.

Akira Yanagisawa, gerente do grupo do instituto responsável por análises de demanda, abastecimento e previsão de uso energético, disse que, na melhor das hipóteses, o primeiro reator deve ser religado só em julho do ano que vem.

Caso o Japão religue 16 reatores até março de 2015, que é o cenário “intermediário” do instituto, a importação de combustíveis fósseis no período de um ano encerrado em março de 2015 consumirá 71 bilhões de dólares a mais do que no ano encerrado em março de 2011, segundo previsão do instituto.

Os técnicos estimam também que o país precisará importar gás natural liquefeito em um volume recorde nos próximos dois anos, chegando a um volume anual de 88,3 milhões de toneladas até março de 2014, e 89,7 milhões em março de 2015.

 

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