Meio ambiente e Energia

Usina nuclear no sul do Japão será reativada neste mês

A usina de Sendai poderá reiniciar a operação de um de seus reatores na próxima terça-feira (11).

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Do Mundo-Nipo

A Companhia de Energia Elétrica de Kyushu, operadora da usina nuclear de Sendai, na província de Kagoshima, no sul do Japão, planeja reiniciar a operação de um de seus reatores na próxima terça-feira (11), no que será a primeira reativação desde que o Japão estabeleceu critérios mais rígidos de segurança atômica introduzidos após o acidente nuclear em Fukushima.

O reator número 1 da central estava carregando combustível desde o dia 7 de julho, um processo que foi concluído nesta semana. Agora, a unidade está na fase final de inspeções, que estão sendo efetuadas pela Autoridade Reguladora Nuclear do Japão.

A operadora espera que o reator atinja uma reação nuclear em cadeia em cerca de 12 horas após o reinício de suas atividades. A geração de eletricidade deve ter início em aproximadamente 3 dias. “Planejamos tomar o máximo de cuidado para reiniciar a operação do reator, uma vez que está desligado há mais de 4 anos”, disse a operadora em comunicado emitido na quarta-feira (6).

A reativação de Sendai representará a primeira vez que o Japão voltará a contar com energia atômica desde setembro de 2013.

Esse tipo de operação foi interrompido por causa do acidente nuclear provocado pelo terremoto e tsunami do dia 11 de março de 2011 em Fukushima. Desde então, os 43 reatores em condições de operar no Japão foram desativados sucessivamente.

O reator 1 de Sendai foi o primeiro a superar os novos requerimentos mais rígidos em matéria de segurança. A segunda unidade de fusão da usina, cuja reativação está prevista para outubro, também superou o exame, da mesma forma que outros dois reatores da usina de Takahama, no oeste do Japão.

No entanto, o futuro de Takahama é incerto depois de um tribunal japonês ter aceitado um recurso feito por um grupo de cidadãos. Segundo o processo, a operadora despreza o perigo real de um terremoto na região que possa provocar um grave acidente na central.

O governo japonês e as companhias elétricas do país tem defendido a reativação de usinas que cumpram com os novos padrões por causa dos aumentos dos custos de produção através de combustíveis fósseis.

No entanto, segundo indicam as pesquisas, a maior parte da população é contrária a reativação pelo temor de um novo acidente.

Fontes: NHK News | Agência Kyodo.

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