Meio ambiente e Energia

Aumentam os níveis de radiação nas florestas do nordeste do Japão, diz estudo

O nível médio de radiação apresentado pelas folhas analisadas em Miyagi, subiu de 26.684 para 42.759 becqueréis.

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Do Mundo-Nipo

Os níveis de césio radioativo aumentaram nas áreas florestais do nordeste do Japão depois do acidente nuclear desencadeado pela central nuclear Fukushima Daiichi, uma situação preocupante descrita num relatório oficial noticiado nesta segunda-feira pelo jornal japonês Nikkei.

 

Parque florestal de Fumagata, em Miyagi (Foto: Prefeitura de Miyagi)

O nível médio de radiação, apresentado pelas folhas analisadas em Miyagi, subiu para 42.759 becqueréis (Foto: Prefeitura de Miyagi)

 

O documento apresentado pela prefeitura de Miyagi, localizada ao norte de Fukushima, salienta que o césio radioativo tem se acumulado no solo, registrando um aumento dos níveis de radiação à medida que se verifica a queda de folhas contaminadas que se decompõem na terra.

As florestas foram as áreas mais afetadas pela dispersão da radiação libertada pela danificada usina de Fukushima, já que a densa vegetação e a sua grande extensão dificultam os trabalhos de descontaminação.

As medições foram realizadas em 2012 e em 2013 em duas áreas florestais, a 60 e a 120 quilômetros de distância da usina nuclear, de acordo com o Nikkei.

O relatório aponta que nas matas mais próximas de Fukushima, na cidade de Marumori, em Miyagi, o nível médio de radiação apresentado pelas folhas analisadas era de 26.684 becqueréis por quilograma em junho de 2012, mas subiu para 42.759 becqueréis um ano depois.

O nível de césio nas amostras de terra colhida até 10 centímetros de profundidade passou de 721 para 3.225 becqueréis.

Já na zona florestal mais afastada da central nuclear, o nível de radiação nas folhas aumentou em 50 por cento, até 3.611 becqueréis, e em 250 por cento na terra, até aos 620 becqueréis.

A atual situação e a possibilidade de um aumento ainda maior dos níveis de radiação estão preocupando o governo de Miyagi.

Os resultados deste estudo diferem de outro semelhante realizado entre 2011 e 2012 pela Agência Florestal na própria província de Fukushima, que mostrou um aumento do césio no solo, mas não nas folhas.

O acidente nuclear em Fukushima, ocorrido na sequência do terremoto seguido de tsunami no dia 11 de março de 2011, ainda mantém deslocadas mais de 50 mil pessoas que viviam em uma área de reclusão de 20 quilômetros ao redor da usina.

 


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