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Taxa de desemprego do Japão tem primeira queda em 5 meses

©Masahiro Ogawa

O índice ficou abaixo de 3% pela primeira vez desde julho. Além disso, a disponibilidade de empregos aumentou substancialmente.

A taxa de desemprego no Japão caiu para 2,9% em novembro, marcando a primeira melhora em cinco meses, em um sinal de que o impacto da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho está diminuindo, informou nesta sexta-feira (25) a Kyodo News.

De acordo com o relatório do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, o índice caiu 2 pontos percentuais em relação aos 3,1% registrados em outubro, quando subiu ao maior ritmo desde maio de 2017.

É a primeira vez que o índice fica abaixo de 3% desde julho, quando o número situou-se em 2,9%. Apesar do ótimo resultado, a taxa ainda está longe do recorde mínimo de 2,4% registrado em fevereiro, pouco antes do início da pandemia. Mas o ressurgimento de novos casos do vírus desde novembro turvou as perspectivas para a terceira maior economia do mundo.

“Os casos de infecções começaram a aumentar em meados de novembro, então não temos certeza se (a taxa de desemprego) continuará se recuperando”, disse um funcionário do governo a repórteres.

Os dados do Ministério mostram que o número de desempregados diminuiu 160.000 em relação a outubro, situando em 1,98 milhão em novembro, após chegar a 2 milhões por três meses consecutivos a partir de agosto.

Do total de desempregados, 690.000 deixaram voluntariamente seus empregos, menos 140.000 em relação ao mês anterior, enquanto 610.000 foram dispensados, menos 80.000 ante outubro.

Já o número de pessoas com emprego aumentou 430.000 em relação ao mês anterior, para 67,01 milhões, alta pelo segundo mês consecutivo, após um aumento de 30.000 em outubro.

Por gênero, a taxa de desemprego para os homens caiu 0,2 ponto em relação ao mês anterior, para 3,2%, enquanto o índice entre as mulheres reduziu 0,3 ponto, para 2,4%.

“Em novembro, a indústria de serviços estava relativamente animada, em parte devido a campanha ‘Go To Travel’, que melhorou a taxa de desemprego no setor”, disse Naoko Ogata, economista sênior do Japan Research Institute, referindo-se ao programa de subsídio do governo destinado a ajudar a indústria do turismo doméstico fortemente atingida pela pandemia.

Mas o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, anunciou no início deste mês a suspensão da campanha em todo o país durante os feriados de fim de ano, o período mais movimentado para os provedores de serviços japoneses, em meio ao ressurgimento do coronavírus. Ogata citou isso como um possível fator negativo para dezembro.

Disponibilidade de empregos

Dados separados do ministério do trabalho mostraram que a taxa de disponibilidade de empregos no mês do relatório melhorou para 1,06 de 1,04 no mês anterior, pelo segundo mês consecutivo.

A proporção significa que havia 106 vagas de emprego para cada 100 candidatos, de acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão.

Mundo-Nipo (MN)
Fonte: Kyodo News.