Economia Política

Japão e UE prometem acelerar negociações para acordo de livre comércio

Falta ainda resolver questões relacionadas com tarifas nos setores de automóveis e de produtos alimentícios.

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Do Mundo-Nipo

Japão e União Europeia concordaram nesta quarta-feira (4) sobre a necessidade de acelerar as negociações para um acordo de livre comércio em meio a preocupações comuns sobre a recente tensão no Mar da China Meridional.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, chegaram a um acordo durante as conversações em Bruxelas, à margem de uma reunião de cúpula do G7.

Abe disse aos líderes da UE que o Japão quer acelerar as negociações para uma conclusão “abrangente e rápida” de um FTA [Acordo de Livre Comércio], disse Hiroshige Seko, vice- secretário chefe do Gabinete Japonês, a repórteres.

Barroso disse a Abe que o lado da UE continua a ser positivo sobre a FTA com o Japão, conforme a posição compartilhada em uma reunião de política comercial no mês passado, de acordo com Seko.

Os líderes da UE e Abe reconheceram que os dois lados estão trabalhando amplamente para a celebração de um acordo de livre comércio em 2015. Mas ainda é preciso resolver questões relacionadas com as tarifas e barreiras não-tarifárias nos setores de automóveis e de produtos alimentícios.

Em matéria de segurança, os dois lados condenaram às atividades marítimas da China em áreas disputadas do Mar da China Meridional, e concordaram que que tais questões devem ser resolvidas em conformidade com o direito internacional.

Segundo Seko, Abe também teria dito aos líderes da UE que é lamentável as tensões terem aumentado nas áreas disputadas na região, aparentemente referindo-se a ações da China contra embarcações vietnamitas para proteger uma plataforma de petróleo perto das ilhas Paracel, que são controladas pelo governo de Pequim e reivindicadas por Vietnã e Taiwan.

O líder japonês também reiterou sua oposição às tentativas de mudar o status quo através da coerção ou o uso da força, [referindo-se as atividades da China], afirmando que todas as disputas devem ser resolvidas de forma pacífica, de acordo com Seko.

Espera-se que essas questões estejam incluídas no comunicado que o G7 irá liberar após o término da reunião dois dias, na quinta-feira.

(Com Agência Kyodo)

 


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