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Shinzo Abe coloca Japão em alerta máximo após mísseis da Coreia do Norte

Foto: KCNA/Montagem MN

Abe ordenou ministérios e agências do governo para que fiquem em alerta máximo contra qualquer ameaça à população e território.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, colocou seu executivo e agências de segurança em alerta máximo nesta terça-feira (19), logo após a Coreia do Norte realizar lançamentos de dois mísseis balísticos de curto alcance e outro de médio alcance ao Mar do Japão, informou a emissora pública ‘NHK’.

De acordo com a publicação, o premiê japonês instruiu ministérios e agências do governo para que reúnam e analisem de maneira detalhada informações sobre os testes balísticos norte-coreanos.

Abe também ordenou que funcionários de seu executivo informem a população de maneira rápida e adequada, que confirmem a segurança de aeronaves e embarcações, bem como permanecerem preparados contra qualquer ameaça futura ao território japonês.

Uma força-tarefa do governo está coletando informações no escritório do primeiro-ministro. Funcionários de alto escalão de escritórios governamentais concernentes também se reuniram para avaliar os testes norte-coreanos de lançamentos de mísseis.

O governo japonês também protestou contra a Coreia do Norte por meio de canais diplomáticos. Segundo a ‘NHK’, a diplomacia japonesa declarou que os disparos de mísseis balísticos violam claramente as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Disparos de três mísseis ao Mar do Japão
De acordo com a agência de notícias Efe, o Estado-Maior Conjunto de Seul (JCS) informou primeiro que Pyongyang lançou três mísseis de curto alcance tipo Scud entre 5h45 e 6h05 de terça-feira, horário local (17h45 e 18h05 de segunda no horário de Brasília) a partir da província de Hwanghae e estes voaram entre 500 e 600 km.

A nota do JCS detalhou que se trata de um tipo de míssil capaz de alcançar o território da Coreia do Sul e que as forças armadas de Seul se mantêm em alerta.

Pouco depois, o Comando Estratégico dos Estados Unidos (USSTRATCOM) acrescentou em uma breve nota recolhida pela agência sul-coreana “Yonhap” que o terceiro projétil não seria um Scud, mas um míssil Rodong de médio alcance. Acredita-se que os Rodong podem ter um alcance de até 1.000 km.

O lançamento acontece depois que, no último dia 9 de julho, Pyongyang realizou um novo teste de um míssil balístico lançado de um submarino, que falhou na fase de voo segundo as autoridades de Seul, mas que foi considerado um avanço na tecnologia de mísseis do regime norte-coreano.

Várias resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de desenvolver e testar mísseis balísticos devido principalmente a seu atual programa de provas de armas nucleares.

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