Política

Japão insta Coreia do Norte a abandonar “atos provocadores”

O governo se mostrou muito preocupado com a tensão na península coreana e teme pela segurança no Japão.

Do Mundo-Nipo com Agências

O Japão se mostrou muito preocupado com a crescente tensão na península coreana e pediu nesta sexta-feira (21) que Pyongyang se abstenha de realizar “atos de provocação”. O pedido ocorre um dia após a Coreia do Norte e a do Sul terem trocado fogo na fronteira.

O governo japonês está “muito preocupado” com as tensões geradas pelo incidente, informou hoje o ministro Yoshihide Suga, chefe de Gabinete e porta voz do governo, durante uma coletiva de imprensa.

Suga afirmou ainda que “o governo japonês está tomando medidas necessárias como a compilação e análise de informação relevante”, em coordenação com os governos de Seul e Washington.

Falando separadamente com a imprensa, o ministro de Defesa japonês, Gen Nakatani, declarou que ainda é preciso analisar se o desenvolvimento dos eventos poderia gerar “um impacto imediato” na segurança do Japão.

Cresce o conflito na península Coreana
Este episódio de tensão entre as duas Coreias, um dos maiores nos últimos anos, explodiu na quinta-feira, quando o Exército Popular norte-coreano disparou artilharia contra a área onde se encontra a unidade militar sul-coreana de Yeoncheon na Zona Desmilitarizada, sem que se registrassem danos humanos ou materiais.

A Coreia do Sul respondeu com várias dezenas de projéteis rumo ao Norte e elevou ao máximo sua preparação militar perante a possibilidade de uma escalada do conflito.

Por sua parte, Pyongyang ameaçou de novo em efetuar ações militares se a Coreia do Sul não retirar os alto-falantes que emitem propaganda anti-norte-coreana na fronteira antes das 17h de sábado.

Além disso, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou hoje às tropas norte-coreanas situadas na primeira linha da fronteira com o Sul que permaneçam prontas para o combate e declarou um “quase estado de guerra” com o país vizinho.

Norte e Sul permanecem tecnicamente enfrentados desde a Guerra da Coreia (1950-53), que finalizou com um armistício nunca substituído por um tratado de paz definitivo.

(Com informações das agências EFE e Kyodo)

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