Política

Japão se compromete a liderar esforços para reforçar a segurança nuclear

A promessa do Japão foi feita durante a Cúpula de Segurança Nuclear de Haia, na qual 35 países se comprometeram trabalhar em conjunto.

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Do Mundo-Nipo

O premiê do Japão, Shinzo Abe, prometeu desempenhar um papel importante na promoção da segurança nuclear, com base nas lições que o Japão assimilou com o acidente na usina nuclear Fukushima Daiichi.

 

Cúpula de Segurança Nuclear de Haia (Foto: Alliance/DPA)

O acordo firmado por 35 dos mais de 50 países participantes da cúpula estabelece a construção de uma “arquitetura” mundial de segurança nuclear (Foto: Alliance/DPA)

 

A promessa de Abe foi feita durante a Cúpula de Segurança Nuclear de Haia, na Holanda, na qual trinta e cinco países  se comprometeram trabalhar em conjunto para reforçar a segurança nuclear, aceitando submeter-se a “revisões periódicas” mútuas dos seus sistemas de segurança de materiais nucleares sensíveis.

Os países, entre os quais figuram Japão, Israel e Turquia — mas não a Rússia nem a China — prometem “concretizar ou exceder” os padrões definidos numa série de orientações sobre segurança de materiais nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Também foi definida uma aplicação mais rigorosa das regras internacionais, para impedir organizações terroristas de fabricarem bombas nucleares.

Abe disse que o Japão continuará com seus esforços internos e internacionais para fortalecer medidas de segurança nuclear. O líder da terceira maior economia do mundo afirmou que o país defenderá a não proliferação e o desarmamento no mundo e trabalhará rumo à extinção das armas nucleares.

O premiê enfatizou que o Japão é o único país do mundo que enfrentou ataques nucleares, o que reforça sua responsabilidade de tomar a liderança na promoção da segurança nuclear.

“Japão é uma nação que tem usado sua tecnologia nuclear avançada para apoiar o uso pacífico da energia nuclear”, destacou o premiê em seu discurso em Haia.

A Cúpula de Haia é uma iniciativa do presidente norte-americano, Barack Obama, que prometeu fazer da segurança nuclear um ponto central do seu legado político. Ele lembrou que o terrorismo nuclear era “a ameaça mais imediata e extrema à segurança global”.

O acordo firmado por 35 dos mais de 50 países participantes da cúpula estabelece como objetivo a construção de uma “arquitetura” mundial de segurança nuclear, especialmente por meio de maior transparência, da troca de informações e do estabelecimento de boas práticas.

(Do Mundo-Nipo com a Agência Kyodo e informações da Rede NHK e Agência Lusa)

 


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