Política

Grupo chinês processa empresas japonesas por trabalho forçado no Japão

37 chineses estão pedindo indenização de US$ 163 mil para cada vítima de guerra forçada a trabalhar no Japão.

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Do Mundo-Nipo

Grupo chinês processa empresas japonesas por trabalho forçado no Japão (Foto: Kyodo)

O grupo pede indenização de US$ 163 mil para cada vítima de guerra forçada a trabalhar no Japão (Foto: Kyodo)

Um grupo de chineses entrou com uma ação nesta quarta-feira (26) contra duas empresas japonesas, das quais exige indenização por trabalhos forçados durante a guerra. A ação acontece em meio a relações bilaterais cada vez mais desgastadas entre Japão e China devido a uma disputa territorial e percepções divergentes da história.

O grupo de 37 pessoas está pedindo indenização de 1 milhão de yuanes (cerca de US$ 163 mil) para cada vítima de guerra forçada a trabalhar no Japão, bem como exige desculpas para eles e suas famílias nos principais jornais chineses e japoneses.

As duas empresas em questão são a Mitsubishi Materials e Nippon Coke & Engineering, anteriormente conhecida como Mitsui Mining.

Se o Tribunal Popular Intermediário de Pequim decidir aceitar a ação, será o primeiro processo na China de vítimas em busca de compensação por trabalho forçado durante a guerra envolvendo empresas japonesas.

O grupo de autores inclui também as famílias enlutadas, advogados e estudiosos da Academia Chinesa de Ciências Sociais e da Universidade de Pequim.

Um dos advogados do grupo disse que um total de 9.415 cidadãos chineses, muitos dos quais estavam sob a idade de 30 anos na época, foram forçosamente levados ao Japão pelas duas empresas como “trabalhadores não remunerados”.

De acordo com o relatório compilado pelo grupo, cerca de 38.953 chineses foram “arrancados de seus lares” por 35 empresas e levados para o Japão, onde foram forçados a trabalhar em locais como minas de carvão e áreas de construção, de abril de 1943 a maio 1945.

Até agora, as autoridades chinesas têm tentado precaver-se de ações do tipo contra o Japão para não prejudicar as relações bilaterais, bem como não desencorajar o investimento japonês no país.

Tribunais do Japão têm recusado pedidos de indenização de guerra similares dos queixosos chineses.

Em 2007, a Suprema Corte do Japão determinou que os pedidos de indenização em tempos de guerra já haviam também sido revogados após um acordo num comunicado conjunto emitido em 1972, quando as relações diplomáticas sino-japonesas foram normalizadas.

Em Tóquio, o porta-voz do governo do Japão , Yoshihide Suga , disse em coletiva de imprensa que “não existem problemas pendentes” no que diz respeito a danos em tempo de guerra, incluindo reclamações de indivíduos, entre os dois países, por causa do “comunicado de 1972”.

O comunicado diz que o “Governo da República Popular da China declara que, no interesse da amizade entre os povos chineses e japoneses, renuncia a sua demanda por reparação de guerra”.

Em comunicado, a Mitsubishi Material e a Nippon Coke & Engineering disseram que se abstêm de comentários porque ainda precisam verificar a queixa oficial do grupo.

(Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo)

 


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