O governo japonês apresentou um “veemente” protesto formal contra a Coreia do Norte após o lançamento de dois mísseis balísticos na direção do Mar do Japão, na terça-feira (27). Segundo autoridades japonesas, os projéteis caíram fora da zona econômica exclusiva do país, mas foram considerados uma ameaça direta à segurança regional.
De acordo com o Ministério da Defesa do Japão, o primeiro míssil foi disparado por volta das 15h54, próximo à costa oeste norte-coreana. Ele atingiu uma altitude aproximada de 80 quilômetros e percorreu cerca de 350 quilômetros. Poucos minutos depois, um segundo lançamento foi registrado, com alcance semelhante, conforme informou a Kyodo News nesta quarta-feira (28).
A avaliação também foi confirmada pelas Forças Armadas da Coreia do Sul, que identificaram os projéteis como mísseis balísticos de curto alcance lançados a partir de uma área ao norte de Pyongyang.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou na rede X que não houve impacto direto em território japonês, já que os mísseis teriam caído no mar próximo à costa leste da Coreia do Norte. Ela informou ainda ter determinado que as agências governamentais reforçassem a coleta de informações e garantissem a segurança de embarcações e aeronaves na região.
Em nota oficial, Tóquio classificou os lançamentos como uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, além de representar uma séria ameaça à paz e à estabilidade do Japão e de seus vizinhos.
As Forças Armadas dos Estados Unidos estacionadas na Coreia também se manifestaram, dizendo estar cientes dos disparos e mantendo consultas estreitas com aliados e parceiros. Washington reafirmou seu compromisso com a defesa do território americano e de seus aliados na Ásia.
Ainda na terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Japão informou que conversou por telefone com representantes dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, confirmando coordenação conjunta diante do episódio. Os três países pediram que Pyongyang interrompa ações consideradas provocativas e desestabilizadoras para a comunidade internacional.
Os lançamentos desta semana ocorrem em meio a uma série de testes realizados pela Coreia do Norte ao longo do ano. Em janeiro, o regime já havia disparado mísseis balísticos na mesma direção, e a imprensa estatal norte-coreana chegou a divulgar testes bem-sucedidos de armamentos hipersônicos.
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