Japão simula terremoto em dia nacional de prevenção de desastres

No Japão, o dia 1º de setembro é tradicionalmente conhecido como o “Dia da Prevenção de Desastres”, marcando a data do Grande Terremoto de Kanto, em 1923.
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No Japão, o dia 1º de setembro é tradicionalmente conhecido como o “Dia da Prevenção de Desastres”, data que marca o Grande Terremoto de Kanto (Kanto Daishinsai Kinenbi) de magnitude 7,9 graus, em 1923, que matou mais de 100 mil pessoas em Tóquio e áreas próximas.

Nesta terça-feira (1), cerca de 1,67 milhões de pessoas em 34 das 47 províncias participaram do treinamento de prevenção a desastres, inclusive o primeiro-ministro Shinzo Abe e membros do Executivo japonês.

O exercício envolvia um potente terremoto de magnitude 7,3 graus que teria atingido o centro da capital japonesa. Na simulação, Abe convocou uma reunião de emergência na sede do governo, e participou de uma teleconferência com autoridades do órgão responsável por Gestão de Riscos e Resposta a Desastres da área metropolitana de Tóquio.

Na conferência simulada, o órgão mantinha Abe munido de informações relevantes sobre a extensão dos danos causados pelo suposto terremoto.

O exercício contou ainda com a participação de milhares de crianças, que aprenderam a lidar com situações possíveis causadas por um terremoto em grande escala.

Para o treinamento, as escolas do país trabalharam todos os procedimentos necessários com seus alunos, inclusive o uso de roupas especiais, formas de proteger-se em sala de aula e caminhadas até os abrigos locais, destinados a acolher a população em casos de desastres naturais.

O treinamento envolveu equipes médicas, bombeiros, soldados das Forças de Autodefesa, entre outros organismos emergenciais. Além de escolas, o exercício se estendeu a empresas privadas, hospitais e setores de transportes, incluindo aeroportos e estações de trem.

O governo intensificou a resposta a desastres desde o devastador terremoto de magnitude 9 em março de 2011. O potente sismo gerou um enorme tsunami e devastou parte do nordeste japonês, atingindo ainda a central nuclear Fukushima Daiichi, que teve seus reatores danificados e provocou a pior crise nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

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