Sociedade

Declínio da população continua em áreas afetadas pelo desastre de 2011

A população somada em apenas três províncias teve uma redução de mais 132 mil pessoas em três anos.

Do Mundo-Nipo

A população das três províncias japonesas mais atingidas pelo desastre 2011 continua a registrar forte queda, de acordo com a emissora pública NHK, que analisou as mudanças populacionais nas províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima entre março de 2011 e fevereiro de 2014.

Segundo a NHK, a população somada nas três províncias teve uma redução de mais 132 mil pessoas em três anos, desde o terremoto e tsunami em março de 2011, que devastou parte da região nordeste do Japão.

De acordo com os dados da NHK, a população diminuiu em cerca de 85 mil no primeiro ano após o desastre (o número envolve pessoas que morreram ou ainda estão desaparecidas, bem como aqueles que foram evacuados). Já no segundo ano, o número de êxodo foi de 29 mil, enquanto no terceiro ano foi registrada uma redução de 17 mil pessoas.

Entre as três províncias mais atingidas, Fukushima foi a que viu o maior declínio da população (mais de 79 mil), aparentemente devido ao temor pela radiação em consequência do acidente nuclear no complexo Fukushima Daiichi.

Os números indicam que muitos moradores estão desistindo de reconstruir suas vidas na cidade natal devido, em grande parte, “à lentidão no processo de reconstrução”, destacou a emissora.

Recentemente, o governo informou que cerca de 30 mil novas residências estão previstas para os afetados pelo desastre, mas apenas 3 por cento delas estavam completas até o final de fevereiro desse ano.

O progresso de projetos para realocar as comunidades atingidas também tem sido lento. Apenas 10 por cento das áreas planejadas para reassentamento das comunidades foram desenvolvidos até o fim de janeiro de 2014.

Entretanto, a população começou a subir recentemente em algumas áreas atingidas, como em Iwanuma, na província de Miyagi, um movimento influenciado pelo progresso em projetos de realocação da comunidade. Áreas urbanas e do interior, como Sendai e Morioka, também têm registrado um significativo aumento da população, de acordo com  análise da NHK.

 

 


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