Sociedade

Lésbicas realizam matrimônio simbólico em prol de uniões homoafetivas no Japão

Vestidas de branco, as atrizes Ayaka Ichinose (34) e Akane Sugimori (28) disseram “sim” diante de cerca de 80 parentes e amigos.

Do Mundo-Nipo

Como forma de apelo ao governo japonês que legalize o casamento entre pessoas do mesmo sexo, um casal de lésbicas realizou, neste domingo (19), uma cerimônia de casamento simbólica em Tóquio. As atrizes Ayaka Ichinose, de 34 anos, e Akane Sugimori, de 28 – ambas vestidas de branco – disseram “sim” diante de cerca de 80 parentes e amigos.

“Nós realizamos a cerimônia de casamento, de modo que possa se tornar mais fácil para os outros fazerem o mesmo no futuro”, disse Akane, em entrevista concedida após o evento.

Sabendo que o casamento não tem validade legal, Akane acrescentou que ela e sua “esposa” tentarão registrar o casamento no cartório municipal, mas acredita que seu pedido seja rejeitado.

No mês passado, um conselho de Tóquio aprovou a emissão de certificados de “parceria” aos casais gays. A iniciativa, aprovada no dia 31 de março pelo consistório local, permitirá a expedição de certificados de união civil a casais homossexuais. Segundo a ordenança, estes certificados reconhecerão os casais do mesmo sexo como uniões diferentes ao casamento e não serão legalmente vinculativos.

A ordenança, no entanto, inclui medidas para garantir que as uniões homossexuais recebam um status similar aos casamentos heterossexuais no momento de receber benefícios fiscais, serviços sociais ou contratos a título partilhado. Deste modo, o consistório local evitou o empecilho da Constituição japonesa que define o casamento como “união baseada no consentimento mútuo das partes de “diferente sexo”.

A emissão destes certificados é o primeiro tipo de reconhecimento de uniões do mesmo sexo no Japão. Outros municípios estão agora considerando fazer o mesmo.

Embora o Japão seja em grande parte tolerante com a homossexualidade, não há proteção legal específica para os gays, que se queixam da insegurança de serem impedidos de visitar seus entes queridos doentes em hospitais ou terem contratos recusados em virtude do não reconhecimento jurídico da união.

*Assista ao vídeo da “47 News” com a cobertura completa da cerimônia .

Fontes: Jornal O Globo | Agência Kyodo | 47 News.

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