Sociedade

Província japonesa não sabe como usar 4,2 bilhões de ienes doados à crianças em 2011

O governo de Miyagi tem dúvidas de como usar a metade dos cerca de US$ 67,2 milhões doados às crianças afetadas pelo desastre de 2011.

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Do Mundo-Nipo

A província de Miyagi tem encontrado dificuldades para destinar mais da metade dos 8,2 bilhões de ienes (cerca de US$ 67,2 milhões) doados para ajudar as crianças que ficaram órfãs na província após o desastre de 2011. Isso porque o governo local quer estender os subsídios à outras crianças atingidas pelo desastre, e não apenas aquelas que perderam os pais na catástrofe.

Segundo noticiou o jornal Mainichi nesta terça-feira (24), embora o governo local já tenha decido que parte do dinheiro será destinado à pagar subsídios aos estudantes que ficaram órfãs no desastre de 2011, a soma representa apenas metade do total das doações.

Em 2011, o governo de Miyagi aprovou uma lei que estabelece um fundo de educação infantil pós-desastre para fornecer bolsas a estudantes órfãos pela catástrofe. Até o final do ano passado, o valor chegou a 8,21 bilhões de ienes.

Atualmente, os alunos órfãos do shougakkou e do chuugakkou recebem 10 mil ienes por mês, enquanto os estudantes do koukou ganham 20 mil ienes. Entretanto, até o final de julho do ano passado, esses subsídios totalizaram apenas 890,24 milhões de ienes, distribuídos entre 1.019 alunos.

Segundo estimativas do governo, mesmo que todas as crianças continuem recebendo os subsídios até o término dos estudos, os gastos totalizariam cerca de 4 bilhões de ienes, ou seja, menos da metade dos 8,2 bilhões de ienes doados à província de Miyagi.

Mediante a isso, as autoridades da província pretendem encontrar meios de expandir o uso do dinheiro, mas para isso precisa considerar a revisão de uma portaria, o que provavelmente levará muito tempo.

O “problema”, no entanto, poderia ser resolvido mediante a elevação dos subsídios, mas a província tem sido relutante em aumentar o valor da ajuda mensal aos estudantes. Isso porque algumas crianças já se formaram, como também a medida criaria uma disparidade enorme em relação às crianças órfãs por acidentes de trânsito, entre outros.

A decisão do governo local de expandir os fundos para outras crianças atingidas pelo desastre, além das crianças que ficaram órfãs, foi adiada porque o governo central já disponibiliza fundos com essa finalidade.

A ideia de estender o subsídio, no entanto, ainda não foi descartada, já que o governo de Miyagi pretende esperar a decisão do governo central em relação à extensão do fundo, que vigora até 2016.

Enquanto isso, as províncias de Iwate e Fukushima já aumentaram os valores dos subsídios às crianças, o que deixa Miyagi como a única desprovida de meta para os gastos com as doações entre as províncias afetadas pela terremoto seguido de tsunami que devastou parte do nordeste japonês, em março de 2011.

Fontes: Revista online Alternativa / The Mainichi Shimbun.

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