Sociedade

Japão fica em 105º lugar, Brasil 62º, no ranking de desigualdade de gênero

O Japão caiu 4 posições, enquanto o Brasil manteve o mesmo lugar no ranking global de desigualdade entre homens e mulheres.

Do Mundo-Nipo

O Japão ficou em 105º lugar no ranking global de desigualdade entre homens e mulheres, enquanto o Brasil manteve a 62º posição, de acordo com o Relatório Global sobre Desigualdade de Gênero 2013, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM) nesta sexta-feira (25), em Davos, na Suíça.

 

Homem e mulher de negócios (Foto: Aflo Imagens)

o Japão caiu quatro posições em relação ao ano passado, ocupando a pior colocação entre os países desenvolvidos (Foto: Aflo Imagens)

 

O estudo anual do Fórum Econômico Mundial, que é realizado há oito anos e divulgado em uma conferencia anual com líderes mundiais em Davos, analisa a participação na política, economia, educação, entre outras áreas, de homens e mulheres em 136 países.

De acordo com os dados do relatório, o Japão caiu quatro posições em relação ao ano passado, para 105 º lugar, o que representa a pior colocação entre os países desenvolvidos. O ranking mais baixo deste ano foi atribuído a um declínio no número de parlamentares do sexo feminino.

O relatório mostra, no entanto, quase nenhuma diferença entre homens e mulheres no Japão em termos de oportunidades de educação e saúde. Mas aponta para grandes lacunas na participação econômica, igualdade salarial e promoção para cargos de gestão.

As Filipinas é a melhor classificada entre os países asiáticos, ocupando o 5º lugar da lista.

Os países nórdicos mantiveram os quatro primeiros lugares na lista, com a Islândia ocupando o topo pelo quinto ano consecutivo, considerado o país mais avançado em termos de igualdade entre homens e mulheres. Em seguida vêm Finlândia, Noruega e Suécia.

Segundo Saadia Zahidi, principal autora do relatório, os países nórdicos continuam sendo exemplo porque têm uma longa história de reconhecer e investir no talento individual.

O relatório mostra que 86 países apresentaram melhoras na desigualdade de gênero em relação ao ano passado.

Embora o Brasil tenha ficado na mesma posição anterior, em 62º lugar, o relatório destaca os avanços no continente americano, com a Nicarágua ocupando a 10º posição na listagem e foi considerado o país mais igualitário das Américas, elogiado pelo ’empoderamento político das mulheres’. Os Estados Unidos chegaram na 23ª posição.

Também foram destacados grandes avanços na redução de desigualdade em quesitos como acesso a saúde e a educação. Vinte e cinco países foram apontados como fornecedores de oportunidades igualitárias para meninos e meninas no quesito educação.

A igualdade econômica apresentou um cenário mais desfavorável, em que a diferença entre gêneros diminuiu apenas em 60%.

Tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento, a presença da mulher em posições de liderança na área econômica ainda é limitada.

Apesar de as mulheres terem obtido ganhos em termos de representação política, de 2% neste ano, a brecha entre gêneros diminuiu em apenas 21%.

Ainda segundo Zahidi, desde que o Fórum Econômico Mundial começou a elaborar o relatório, há oito anos, 80% dos países fizeram progressos.

“O preocupante é que 20% dos países não avançaram ou estão regredindo”, acrescentou.

Os países do Oriente Médio e do norte da África foram as únicas regiões que não mostraram avanços no ano passado, com o Paquistão em 135º e o Iêmen ocupando a última posição no ranking, em 136º lugar.

Nesta sexta-feira, 100 mulheres de destaque em várias áreas estão reunidas na sede da corporação para um dia de debates sobre as conquistas e os desafios da mulher do século XX1.

As informações são da rede britânica BBC, da rede japonesa NHK e da agência Kyodo.

 


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