Ciência e Saúde

Apesar de polêmicas, pesquisadora afirma que ‘células Stap realmente existem’

A autora do estudo disse que obteve sucesso em criar as células Stap em mais de 200 ocasiões.

Do Mundo-Nipo

Pesquisadora afirma que ‘células Stap’ realmente existem (Imagem: Reprodução/NHK)

Esta foi a primeira aparição em público de Obokata desde que surgiram alegações de discórdia sobre seu estudo (Imagem: Reprodução/NHK)

Haruko Obokata, pesquisadora-líder do ressente estudo sobre células-tronco, se desculpou por ter causado dúvidas quanto ao relatório de sua pesquisa, ressaltando que as denominadas células Stap “realmente existem”, afirmando que obtivera sucesso em criá-las em mais de 200 ocasiões, informou nesta quarta-feira (9) a emissora pública NHK.

Obokata, que é pesquisadora do instituto japonês Riken, disse à imprensa nesta quarta-feira, em Osaka, “que não tenciona retratar seus artigos sobre o estudo relativo às células Stap”, publicado por ela e sua equipe na revista britânica Nature, no início deste ano. A pesquisadora acrescentou ainda que só retiraria a publicação se “fatos provando a falsidade dos dados sejam encontrados”, detalhou a NHK.

Esta foi a primeira aparição em público de Obokata desde que surgiram alegações de discórdia sobre o estudo de sua equipe envolvendo um fenômeno denominado de aquisição de pluripotência através de estímulo, ou seja, Stap, na sigla em inglês.

A equipe de Obokata alegou ter encontrado uma forma rápida de transformar células maduras para um estado de nível embrionário, podendo assim transformar as mesmas em qualquer tipo de tecido. Contudo, alguns especialistas levantam dúvida quanto aos resultados da pesquisa – já que alguns pesquisadores tentaram reproduzir o estudo sem obter sucesso.

Obokata se defendeu contra a investigação interna realizada pelo instituto Riken, que terminou na semana passada e concluiu que ela falsificara dados. Obokata disse que os experimentos foram realizados de forma adequada e existem dados que apoiam o resultado do trabalho. Ela disse ainda que não tinha nenhuma intenção maliciosa ao publicar os artigos.

A investigação diz que um conjunto de fotos no estudo teria mostrado intencionalmente a habilidade das denominadas células Stap de se desenvolverem em qualquer tipo de tecido e teria usado material retirado de um experimento não relacionado, o que representaria “uma fabricação”.

Obokata disse que possui fotos corretas. Acrescentou também que está confiante da autenticidade das fotos porque ela própria realizou os experimentos e fez as devidas anotações.

A pesquisadora explicou que há registros específicos em seus cadernos de anotações do laboratório, mostrando uma “célula Stap que teve a capacidade de produzir um tumor”.

A matéria original pode ser conferida na NHK World (em inglês).

 


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