Ciência e Saúde

Japão registra número recorde de infectados por sífilis

O número ultrapassou a marca de 1.000 pela primeira vez em 21 anos.

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Do Mundo-Nipo

O número de pessoas infectadas por sífilis tem crescido em níveis alarmantes no Japão, ultrapassando a marca de 1.000 pela primeira vez em 21 anos, para o recorde de 1.226 casos registrados em 2013, de acordo com dados do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIID, na sigla em inglês), divulgados nesta segunda-feira (9).

Neste ano, até 25 de maio, já foram notificados 548 casos, segundo números da NIID, que aponta os homens sendo os maiores infectados com a doença sexualmente transmissível.

O levantamento do instituto revela ainda que homens na região denominada por Kanto (leste), que inclui Tóquio e as províncias de Gunma, Tochigi, Ibaraki, Saitama, Chiba e Kanagawa, apresentaram o maior crescimento de infectados.

Por prefeitura, Tóquio representa a maioria dos infectados, com 172 casos registrados somente neste ano. Em Kanagawa e Chiba, 36 e 20 casos foram relatados, respectivamente.

Cerca de 80% do total de infectados são homens, com idades entre 20 e 50 anos. Embora o principal meio de contágio seja através do contato sexual, o número de casos envolvendo o sexo feminino têm aumentando gradualmente, de acordo com o instituto.

Imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial havia mais de 100 mil pacientes com sífilis no Japão. Após a utilização de agentes terapêuticos o número de pessoas infectadas caiu drasticamente. Entre 2001 e 2005, menos de 600 casos foram relatados a cada ano.

Mas, desde 2011, a contagem de infectados tem aumentado drasticamente, registrando alta por três anos consecutivos.

“A penicilina é um tratamento eficaz contra a sífilis”, explica a instituição, acrescentando que pacientes na fase inicial da infecção pode se recuperar totalmente se tomar o antibiótico durante duas semanas.

 

A doença

Nas mulheres e nos homens, os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após a contaminação. Se progredir, a doença pode causar manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos. A doença pode ser transmitida por relação sexual sem preservativo com pessoa infectada e por transfusão de sangue contaminado.

Já a sífilis congênita pode causar má-formação do feto, nascimento prematuro, aborto e até a morte do bebê. Muitos bebês infectados já nascem mortos, enquanto os que conseguem sobreviver têm a saúde comprometida. Na maioria dos casos, a sífilis se manifesta logo após o nascimento, mas a doença pode se manifestar até os dois anos de vida. A criança doente pode apresentar pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, surdez, dificuldade de aprendizagem, retardo mental e deformidades ósseas.

(Com informações do The Asahi Shimbun e Agência Kyodo)

 


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