Ciência e Saúde

Terceiro paciente confirmado com Zika no Japão também esteve no Brasil

Todos os três pacientes estiveram recentemente no Brasil, o que confirma que as infecções ocorreram em território brasileiro.

O Ministério da Saúde do Japão confirmou nesta quarta-feira (23) que uma mulher foi infectada com o vírus do Zika após ter voltado de uma viagem ao Brasil, o que representa o terceiro caso da doença no país desde o surto de Zika em 2015 no Brasil, segundo informou a imprensa japonesa.

Dessa vez, a pessoa infectada é uma mulher residente na província de Kanagawa, no leste do país, que foi diagnosticada com a doença após ter retornado de uma viagem de três semanas ao Brasil.

Segundo a emissora pública ‘NHK’, a paciente, que não teve nome, idade ou qualquer descrição divulgada pelas autoridades da saúde, procurou um médico nesta semana após apresentar sintomas típicos da doença, como febre e manchas na pele.

A agência de notícias Kyodo citou que a mulher teria afirmado que foi picada por mosquitos enquanto esteve no Brasil. Mediante a isso, o médico que a atendeu pediu exames de emergência e notificou, de imediato, o caso ao Centro de Vigilância de Doenças Infecciosas do Japão.

Trata-se do terceiro caso de Zika no Japão em menos de um mês. Além disso, todos os três infectados apresentaram a doença pouco depois de retornarem ao Japão após passagem pelo Brasil. Mediante a isso, as autoridades japonesas acreditam que o contágio aconteceu fora de território japonês, indicando que todos os três pacientes foram infectados no Brasil.

No mês passado, o Ministério da Saúde japonês anunciou um forte reforço nas medidas preventivas para evitar os contágios por Zika em seu território, já que o mosquito-tigre, um dos vetores do vírus, pode se encontrar no país asiático.

As medidas preventivas foram extensamente ampliadas em todos os aeroportos do país, onde funcionários da saúde orientam as pessoas que chegam ao país vindas dos locais afetados pelo vírus, bem como aqueles com destino a essas áreas, principalmente se for nações localizadas na América do Sul – Brasil e Colômbia são os primeiros na lista de países críticos.

Pessoas que desembarcam dessas áreas de risco estão sendo obrigadas a passar por uma verificação em sensores térmicos. Esses sensores medem automaticamente a temperatura e, caso um passageiro apresente sinais de febre, ele será encaminhado a uma clinica instalada no aeroporto, onde será submetido a exames médicos.

A grande preocupação, no entanto, é que o vírus não provoca febre alta e portadores da doença podem passar despercebidos pelos sensores, um fato comprovado em vista que três pessoas infectadas pelo Zika chegaram ao país sem que fossem detectadas.

Mediante a isso, o Departamento de Quarentena dos aeroportos está pedindo que as pessoas “comuniquem voluntariamente sobre qualquer indício” como, por exemplo, picadas de mosquito, febre moderada e manchas na pele.

Passageiros que relatam problemas de saúde no setor de imigração estão sendo obrigados a fazer exames de saúde mais extensos, além do exame de sangue que é exigido pela Lei de Quarentena do Japão, na qual o vírus Zika entrou para a quarta categoria de doenças infecciosas que possuem o controle obrigatório regido pela legislação japonesa.

A lista conta com cinco categorias, sendo que o vírus Ebola está no topo. Em casos confirmados ou suspeitos, os aeroportos devem contatar “imediatamente” os centros de saúde do país, de acordo com a orientação do Ministério da Saúde.

Antes do surto ter início em 2015, o Japão já havia detectado previamente três casos de Zika: um casal foi diagnosticado com o vírus após retornar de Bora Bora (Polinésia Francesa) em 2013 e um homem após voltar da ilha tailandesa de Koh Samui.

O vírus Zika é principalmente transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor do vírus da dengue, chikungunya e da febre amarela. O vírus costuma provocar febre, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos e, em menor frequência, dor muscular e articular.

Fontes: Agência Kyodo | NHK News.

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