Ciência e Saúde

Japoneses criam coração capaz de suportar efeitos de medicações

Com o uso de células-tronco, a técnica inovadora permitiu a reprodução de um coração capaz de suportar os efeitos adversos de fármacos.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Osaka, no centro-oeste do Japão, conseguiu reproduzir um coração a partir de células-tronco, que é capaz de inibir os efeitos adversos de medicações, informou nesta segunda-feira (28) o jornal japonês ‘The Ashi Shimbun’.

Para recriar o órgão, a equipe combinou células miocárdicas e outras células desenvolvidas a partir das células-tronco pluripotentes induzidas, também conhecidas como células iPS, que são células adultas reprogramadas para adquirirem a capacidade de dar origem a qualquer tecido.

Estas células têm a capacidade de se diferenciar em qualquer tecido de um organismo adulto, o que permite a reconstrução de tecidos ou órgãos de doentes. Neste estudo, as células iPS ajudaram a reproduzir um coração que permite a investigação de medicamentos.

Para o estudo “in vitro” dos efeitos secundários adversos que produzem no coração determinados anticancerígenos, os cientistas precisavam criar condições idênticas ao interior do corpo humano, mas as técnicas usadas em outros estudos destruíam as células.

De acordo com o jornal japonês, esse problema foi superado pela equipe da universidade de Osaka, liderada pelo professor de biociência Mitsuru Akashi. O grupo obteve sucesso no desenvolvimento de uma técnica que permite aglomerar células, o que permitiu a reprodução de um coração capaz de suportar os efeitos de fármacos.

Quando o tecido foi exposto a uma droga anticancerígena, os cientistas observaram que o ritmo cardíaco do coração artificial se manteve praticamente inalterado, mesmo quando a concentração do agente era 50 vezes superior à normal.

De acordo com os pesquisadores, o efeito adverso do agente poderá reduzir drasticamente, uma vez que as células do coração produzido com a célula iPS interagem umas com as outras de forma complexa, mas semelhante à de um coração verdadeiro.

Akashi e sua equipe prometeram que continuarão trabalhando no aperfeiçoamento do coração artificial, que será usado em estudos sobre efeitos secundários de medicamentos.

Fontes: The Asahi Shimbun | TVI24.

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