Ciência e Saúde

Medicação japonesa é administrada pela 1ª vez em infectado com ebola

A droga experimental “Avigan” foi administrada em uma enfermeira francesa que foi recentemente infectada pelo ebola.

Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

Um medicamento experimental desenvolvido pela japonesa Toyama Chemical, filial da empresa de imagens FujiFilm Holdings, foi administrado pela primeira vez em um paciente infectado com o vírus da doença ebola.

De acordo com o anúncio da FujiFilm, a droga favipiravir (ou “T-705″), que é comercializada pela Toyama com o nome Avigan, foi administrada na última sexta-feira em uma enfermeira francesa que contraiu recentemente o vírus ebola e está internada em um hospital na França.

A droga foi aprovada no Japão como um medicamento antiviral contra a gripe, em março deste ano, mas ainda teria de ser aprovada como um tratamento para o ebola. Um documento foi publicado sobre os efeitos do tratamento quando a droga foi testada em um rato infectado pelo vírus ebola.

Até o momento não existe nenhuma vacina ou antiviral homologado contra o ebola. Entretanto, diante da atual epidemia na África Ocidental, a comunidade médica internacional aprovou em meados de agosto os tratamentos experimentais.

Os testes com o Avigan em humanos acontece um mês após o Japão anunciar que estava disposto a oferecer a medicação para a Organização Mundial da Saúde(OMS) e ou outras autoridades do setor, a fim de que o Avigan fosse usado no tratamento da doença causada pelo vírus ebola. Segundo dados recentes da OMS, o atual surto já matou mais de 3 mil pessoas na África Ocidental.

Só a Libéria já registrou 1.830 mortes, quase três vezes mais do que Guiné e Serra Leoa, os outros dois países mais afetados pela doença, de acordo com as informações da OMS, divulgadas na última sexta-feira.

A Nigéria e o Senegal, as duas outras nações que tiveram casos confirmados de ebola na região, não tiveram o registro de novos casos ou mortes até então.

No balanço anterior, divulgado na última quinta-feira, a OMS disse que 2.917 pessoas tinham morrido de ebola dentre 6.263 casos em cinco países do oeste africano afetados pela doença, até 21 de setembro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) enfatiza que a epidemia está provocando um impacto macroeconômico e social agudo nos três países mais afetados pela doença.  As pressões inflacionárias estão aumentando, assim como os gastos relacionados à doença. Por isso, apoio financeiro é necessário para ajudar a combater a infecção.

Mediante a isso, FMI aprovou uma assistência financeira de US$ 130 milhões para ajudar Guiné, Libéria e Serra Leoa a combaterem a epidemia de ebola.

De acordo com comunicado divulgado pelo fundo na última sexta-feira, os recursos estarão disponíveis imediatamente para os países. Serão US$ 41 milhões para a Guiné, US$ 49 milhões para a Libéria e US$ 40 milhões para Serra Leoa.

Japão também já contribuiu com o fundo de assistência, doando no mês passado a quantia de US$ 1,5 milhão aos fundos da OMS. Esse número, no entanto, não está incluído equipe médica e equipamentos de primeiros socorros.

Agora, com a ajuda da droga experimental Avigan, as cifras de contribuição do Japão no combate ao atual surto tendem a ser uma das maiores entre os países desenvolvidos. Segundo o comunicado do porta-voz e secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, o Japão está disposto a responder aos pedidos individuais (de médicos) porque é um caso urgente, acrescentando que o país possuiu estoque de Avigan suficiente para mais de 20.000 pessoas.

 

 


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