Economia

Crescimento dos preços no atacado do Japão desacelera em setembro

O ritmo de crescimento em setembro foi mais lento do que os registrados nos dois meses anteriores.

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Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

Os preços no atacado do Japão subiram 3,5% em setembro na comparação com o mesmo mês em 2013, marcando o 18º aumento consecutivo, mas o ritmo de crescimento continua a mostrar desaceleração em meio à desvalorização do iene, o que tem elevado os preços de matérias-primas, informou nesta terça-feira (14) o Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês).

O resultado quase igualou as previsões de economistas. O ritmo de crescimento, no entanto, foi mais lento do que os dados revisados para cima nos dois meses anteriores (3,9% em agosto e 4,4% em julho), em meio a queda dos preços do petróleo e os efeitos de um iene mais fraco que tem empurrado para cima os custos com importação.

O índice dos preços de bens corporativos situou-se em 106,3 contra a base de 100 estabelecida em 2010, de acordo com o relatório preliminar do banco central japonês.

Excluindo o impacto da elevação de 3 pontos percentuais do imposto sobre o consumo, em abril, os preços subiram apenas 0,7%, marcando a primeira vez que o indicador cresceu menos de 1% em 16 meses.

Na comparação mensal, os preços no atacado caíram 0,1%, ante agosto. Trata-se da segunda queda mensal consecutiva, em linha com as previsões de mercado, em grande parte, afetados por quedas recentes nos preços do petróleo.

Nos últimos meses, os preços no atacado têm oscilado. O preço do petróleo e do carvão expandiu cerca de 6,7% na comparação anual, ajudando a impulsionar os preços de matérias-primas como madeira, ferro, aço e produtos de metais não-ferrosos, que incluem níquel, cobre bronze e alumínio. Segundo o BoJ, a elevação se deve a projetos de grandes obras públicas e forte demanda por smartphones, entre outros fatores.

Os preços das importações, que haviam empurrado os preços dos bens domésticos e corporativos em meio ao iene enfraquecido, subiram 4,4% em setembro contra 4,5% no mês anterior, enquanto os preços das exportações cresceram 3,6% ante os 2,7% registrados em agosto, ambos em termos de ienes.

== Kyodo

 


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