Economia

Encomendas de máquinas no Japão sobem menos que o esperado em novembro

As principais encomendas de máquinas do setor privado japonês registrou uma tímida elevação de 1,3%.

Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

As principais encomendas de máquinas do setor privado do Japão subiram menos que o esperado em novembro do ano passado, registrando tímida elevação de 1,3% ante o mês anterior, para 788,0 bilhões de ienes (cerca de US$ 6,720 bilhões), mostraram dados do governo nesta quinta-feira (15), sinalizando otimismo mesmo com o modesto crescimento, sugerindo que as empresas estiveram um pouco mais dispostas a aumentar os investimentos mesmo com a desvalorização do iene elevando os custos das importações.

O aumento no indicador do núcleo das encomendas de máquinas, que excluem os pedidos das empresas de energia elétrica e do setor naval por causa da volatilidade, aumentou após registrar queda a um ajuste sazonal de 6,4% em outubro e um ganho de 2,9% em setembro, informou o Escritório do Gabinete Japonês em um relatório preliminar

O resultado, no entanto, veio abaixo do esperado para o mês de novembro, contrariando a previsão mediana acima de +2% feita por economistas consultados anteriormente pela Agência Kyodo.

No período em análise, as encomendas do setor de manufatura caiu 7,0%, para 319,8 bilhões de ienes, enquanto que as encomendas de empresas não manufatureiras, como as relacionadas com construção e serviços, subiram 0,5%, para 444,9 bilhões de ienes.

O total de encomendas, incluindo as do setor público nacional e estrangeiro, diminuiu 10,4%, para 2.022,2 bilhões de ienes. Já a demanda internacional de maquinaria japonesa, um indicador de exportações futuras, caiu pelo terceiro mês consecutivo, registrando queda de 6,0%, para 856,2 bilhões de ienes.

Apesar de sinalizar um modesto otimismo, o governo sugeriu que as empresas ainda estão cautelosas sobre as despesas de capital devido a preocupações com a demanda doméstica. Mediante a isso, rebaixou sua avaliação básica do indicador pela primeira vez em cinco meses, mudando sua observação na qual afirmava que as encomendas estavam “mostrando sinais de uma captação gradual” para “paralização na tendência de captação”.

As encomendas de máquinas representam cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão e são vistas pelo primeiro-ministro Shinzo Abe como um dos pilares do crescimento econômico necessário para acabar com quase duas décadas de deflação.

== Kyodo

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