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Após perder 9 dedos, japonês está perto e chegar ao topo do Everest

A expectativa para que o valente japonês atinja o cume é enorme, principalmente porque ele perdeu nove dedos das mãos em uma das suas 5 tentativas.

Do Mundo-Nipo

O alpinista japonês Nobukazu Kuriki, de 33 anos, está perto de alcançar o pico do Monte Everest, no Nepal. Kuriki é o primeiro alpinista a tentar alcançar o topo do mais alto monte do mundo desde o forte terremoto em abril, que praticamente devastou o Nepal.

Esta é quinta tentativa e Kuriki nos últimos seis anos, e a expectativa para que ele atinja o cume do Everest é enorme, principalmente porque Kuriki não tem nove dedos das mãos. Em uma de suas tentativas, em 2012, ele ficou preso em um buraco de neve a 8,3 mil metros de altura, sob temperaturas inferiores a -20°C, e acabou perdendo nove dedos das mãos por causa do congelamento.

De acordo com a “BBC News”, os últimos contatos feitos com o alpinista sugerem que ele atingiu o South Col, passagem entre o Monte Lhotse (quarto maior do mundo) e o Everest, local onde os alpinistas costumam acampar antes da última subida.

A expectativa era que ele descansasse por um período de sete a oito horas no South Col antes de partir para a última parte do desafio, neste sábado.

Segundo Ang Tsering, presidente da Associação Nepalesa de Montanhismo, não é incomum que os alpinistas iniciem o trajeto à noite para atingir o topo do Everest ao amanhecer.

Kuriki, que chegou ao Nepal há mais de um mês para se acostumar com o clima, é até agora a única pessoa a agendar uma subida ao Everest durante o outono, período do ano em que a tarefa é ainda mais desafiadora, conforme noticiou a “BBC”.

Ele está seguindo a mesma rota utilizada por Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953, quando se tornaram as primeiras pessoas a atingir o topo da montanha de 8.848 metros, lugar mais alto do planeta e comumente referido como o “teto do mundo”.

O alpinista japonês prefere escalar no inverno, sozinho e com o mínimo de apetrechos possível. “É a mais pura forma de escalar, e vale o perigo extra”, disse no passado.

A falta dos dedos representa desafios maiores até mesmo nas manobras mais básicas do alpinismo. “Sim, eu me sinto nervoso e com medo”, afirmou à agência de notícias Reuters após chegar ao Nepal.

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