Política

Japão anuncia novo gabinete que passa a contar com 5 mulheres e mais 2 pastas

As mulheres agora representam um terço dos cargos de ministros do gabinete de Abe, que pretende servir de exemplo às empresas do país.

Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nomeou cinco mulheres para ocupar cargos em uma reforma ministerial divulgada nesta quarta-feira (3), mas manteve os principais ministros em seu gabinete que agora conta com mais duas pastas.

 

Novo gabinete de Shinzo Abe (Foto: Kyodo)

As mulheres agora representam um terço dos cargos de ministros do gabinete de Abe, que pretende servir de exemplo às empresas do país (Foto: Kyodo)

 

Esta é a primeira reforma ministerial desde o início do governo de Abe, em dezembro de 2012. O objetivo do premiê é dar um novo estímulo a sua ação política, bem como unificar o conservador partido governista, o Partido Liberal-Democrata (PLD), presidido por Abe.

O secretário-geral (chefe do gabinete) e porta-voz do governo, Yoshihide Suga, anunciou a reforma em uma coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (hora local).

Os principais membros do governo, como o próprio Suga, o ministro das Finanças, Taro Aso, o ministro da Economia, Akira Amari, o ministro dos Transportes, Akihiro Ota, e o ministro das Relações Exteriores, Fumio Kishida, e o ministro da Educação, Hakubun Shimomura, mantiveram seus cargos, assinalando a continuidade de políticas.

Uma nova pasta, Revitalização das Regiões, foi atribuída ao ex-ministro da Defesa Shigeru Ishiba, que deixará o posto de secretário-geral PLD, ocupado agora pelo ex-ministro da Justiça Sadakazu Tanigaki.

Para a Defesa, foi nomeado Akinori Eto, que também será responsável pela nova pasta Legislação de Segurança. O novo ministro vai supervisionar as leis que permitiriam ao Japão exercer o direito de autodefesa coletiva. Eto já presidiu o comitê de segurança da Câmara Baixa do parlamento japonês.

Para a pasta da Reconstrução foi nomeado Wataru Takeshita, que vai coordenar os esforços de reconstrução das áreas atingidas pelos desastres de março de 2011 no nordeste do Japão.

Koya Nishikawa cuidará no Ministério da Agricultura e Pesca. Ele já liderou o painel do Partido Liberal Democrático sobre as negociações do acordo econômico conhecido como Parceria-Transpacífico.

O novo gabinete agora conta com cinco mulheres, com duas ocupando ministérios de peso. Yuko Obuchi como ministra da Economia, Comércio e Indústria (Meti), e Sanae Takaichi, como ministra das Relações Internas.

A Comissão Nacional de Segurança Pública será liderada por Eriko Yamatani, que também vai atuar como ministra encarregada dos sequestros de japoneses pela Coreia do Norte.

Abe também criou um novo cargo no gabinete, do empoderamento feminino, que será chefiado por Haruko Arimura, membro da Câmara Alta e que serviu como presidente da Comissão de Meio Ambiente de 2008 a 2009. Ela vai ainda acumular o cargo de ministra encarregada da taxa de natalidade e defesa do consumidor.

Tomomi Inada, ministra da Reforma Administrativa, também ocupará o cargo de presidência do Conselho de Pesquisas de Políticas do PLD.

As mulheres agora representam um terço dos cargos de ministros do gabinete japonês. A iniciativa de Abe é para servir de exemplo às empresas do país, depois de o governo ter exigido mais oportunidades para o sexo feminino.

O novo gabinete de Abe enfrentará duros desafios. Além da crise nuclear e o polêmico direito de autodefesa coletiva, segue ainda a decisão de prosseguir com um aumento planejado de impostos sobre vendas, de 8% para 10%, a partir de outubro de 2015, após uma alta inicial ter provocado uma grande contração econômica.

Além disso, há ainda a dura batalha para reparar os laços com os vizinhos China e Coreia do Sul, estremecidos por disputas territoriais e o histórico japonês no período da guerra.

 


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