Política

Ministro de Estado do Japão visita controvertido Santuário Yasukuni

Tanto a visita com as declarações do ministro, provavelmente, irão desencadear fortes protestos dos governos de Pequim e Seul.

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Do Mundo-Nipo

Keiji Furuya, ministro de Estado encarregado da questão sobre os sequestros de cidadãos japoneses pela Coreia do Norte, visitou neste domingo (19) o santuário de Yasukuni, em um movimento que pode desencadear reação negativa de China e Coreia do Sul. O santuário em questão é vinculado ao passado militarista dos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Cerimônia no Santuário Yasukuni (Foto: Kyodo)

A visita do ministro ao santuário antecede ao Festival da Primavera do Santuário Yasukuni (Foto: Kyodo)

 

A visita de Furuya ao santuário, localizado em Tóquio, antecede ao Festival da Primavera do Santuário Yasukuni, um evento anual que terá início na segunda-feira (21) e vai até a quarta-feira (23).

“É natural que um cidadão japonês homenagem os espíritos daqueles que sacrificaram suas vidas pelo Estado”, declarou Furuya em comunicado emitido logo após sua visita ao santuério.

O ministro, que também é presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública, detalhou que ofertou uma quantia em dinheiro, por sua própria conta, como parte do ritual em Yasukuni, e ainda detalhou que assinou seu nome como “Ministro de Estado Keiji Furuya”.

Tanto a visita com as declarações do ministro, provavelmente, irão desencadear fortes protestos dos governos de Pequim e Seul. Ambos os países já demonstraram diversas vezes ser contrários às visitas de políticos japoneses ao Santuário Yasukuni, onde líderes japoneses condenados como criminosos de guerra por um tribunal dos Aliados após a Segunda Guerra Mundial são homenageados juntamente com os que morreram na batalha.

As relações do Japão com seus vizinhos continuam marcadas pela recordação dos movimentos das tropas imperiais durante a colonização da península coreana (1910-1945) e a ocupação parcial da China (1931-1945). Além disso, várias disputas territoriais avivam a tensão nas relações do Japão com seus vizinhos.

(Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo)

 


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