Política

Premiê do Japão faz oferenda ao Santuário Yasukuni, mas se abstém de visita

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, fez uma oferenda, nesta segunda-feira (data local), ao controvertido santuário de Yasukuni, em Tóquio

Do Mundo-Nipo

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, fez uma oferenda, nesta segunda-feira (data local), ao controvertido santuário de Yasukuni, em Tóquio, sugerindo que ele vai deixar de visitá-lo durante o festival de primavera sediado pelo santuário, que começa nesta segunda-feira e termina na quarta-feira (23).

Shinzo Abe, premiê do Japão visita Santuário Yasukuni (Foto: Kyodo)

Shinzo Abe durante visita ao Santuário Yasukuni (Foto: Kyodo)

Abe dedicou uma “Masakaki” (oferta de árvore) como fez durante os festivais de primavera e de outono do ano passado. O santuário em questão é vinculado ao passado militarista dos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

Abe visitou o santuário xintoísta em dezembro passado, o que provocou protestos não só das vítimas do militarismo japonês durante a guerra, particularmente na China e na Coréia do Sul, mas também do principal aliado do Japão, os Estados Unidos.

No domingo (20), o ministro de Estado Keiji Furuya esteve no santuário, causando desconforto após declarações que irritaram os países vizinhos.

“É natural que um cidadão japonês homenageie os espíritos daqueles que sacrificaram suas vidas pelo Estado”, declarou Furuya em comunicado emitido logo após sua visita ao santuário.

Tanto a visita com as declarações desencadearam manifestações dos governos de Pequim e Seul. Ambos os países já demonstraram diversas vezes ser contrários às visitas de políticos japoneses ao Santuário Yasukuni, onde líderes japoneses condenados como criminosos de guerra por um tribunal dos Aliados após a Segunda Guerra Mundial são homenageados juntamente com os que morreram na batalha.

As relações de Japão com seus vizinhos continuam marcadas pela recordação dos movimentos das tropas imperiais durante a colonização da península coreana (1910-1945) e a ocupação parcial da China (1931-1945). Além disso, várias disputas territoriais avivam a tensão nas relações do Japão com seus vizinhos.
(Do Mundo-Nipo cm Agência Kyodo)

 


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