Premiê do Japão viaja aos EUA para participar da Assembleia da ONU

A viagem aos EUA deveria ocorrer ontem, mas Kishida adiou sua partida para monitorar os danos causados ​​pelo tufão Nanmadol em vastas áreas do Japão.
Fumio Kishida falou com repórteres, em Tóquio, pouco antes de partir para Nova York | Foto: Reprodução / Mainichi
Fumio Kishida falou com repórteres, em Tóquio, pouco antes de partir para Nova York | ©Mainichi

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, partiu para Nova York, nos EUA, na terça-feira (20) para participar da Assembleia Geral da ONU. Segundo a Kyodo News, Kishida vai pedir, em seu discurso, uma ordem internacional baseada em regras em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia e à crescente assertividade marítima da China em águas territoriais japonesas.

Durante a viagem, Kishida também está organizando um encontro com outros líderes reunidos para a sessão de debate geral de uma semana da assembleia, que começa no mesmo dia, incluindo o presidente dos EUA, Joe Biden, disseram fontes diplomáticas à Kyodo.

“Como a ordem internacional foi abalada pela invasão da Rússia na Ucrânia, transmitirei as posições do Japão, como fortalecer o papel das Nações Unidas”, disse Kishida, à repórteres, no salão de imprensa do gabinete do primeiro-ministro, antes de partir de Tóquio para os EUA.

Seus comentários vieram em um momento em que cresce a preocupação de que o Conselho de Segurança da ONU tenha se tornado disfuncional desde que a Rússia – um dos cinco membros permanentes do principal órgão para enfrentar as ameaças à paz internacional – lançou sua invasão na Ucrânia no final de fevereiro.

Kishida também deseja conversar com o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol em Nova York, enquanto Tóquio e Seul tentam melhorar as relações que se deterioraram em razão da história dos dois países no período da Segunda Guerra Mundial, além de outras questões do passado e atuais.

Em seu discurso durante a sessão da ONU, espera-se que Kishida peça um mundo livre de armas nucleares. O Japão sediará a próxima cúpula do G7, já programada para acontecer em Hiroshima, onde está localizado seu distrito eleitoral.

O evento anual da ONU ocorre em meio à guerra na Ucrânia e tensões sobre Taiwan, que dividiu as principais democracias lideradas pelos EUA, Rússia e China.

Sanções à Rússia e incursões da China

O G7, composto por Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, além da União Europeia, impôs sanções econômicas à Rússia por sua invasão da Ucrânia.

A China vem intensificando suas atividades militares na região do Indo-Pacífico. O país vizinho também realizou exercícios de tiro real em larga escala perto de Taiwan no mês passado, após a visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, à ilha taiwanesa.

A China, que considera Taiwan uma província renegada a ser reunificada com o continente, se necessário pela força, opõe-se ao contato oficial entre a ilha e os Estados Unidos.

A guerra na Ucrânia revelou a disfunção do Conselho de Segurança da ONU. A Rússia vetou um projeto de resolução liderado pelos EUA condenando a invasão, com a China se abstendo de votar.

Kishida pedirá o reforço dos papéis dos 193 membros das Nações Unidas e a reforma do conselho de 15 assentos, disseram autoridades japonesas.

Pedido de desnuclearização e visita à Bolsa de NY 

A fim de aumentar o impulso para a entrada em vigor do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, Kishida deve sediar na quarta-feira uma reunião de líderes dos “Amigos do CTBT” à margem da Assembleia da ONU, disseram as autoridades. Representantes da Austrália, Canadá, Finlândia, Alemanha e Holanda também estarão presentes.

Kishida também está considerando fazer um discurso na Bolsa de Valores de Nova York, segundo os funcionários. Ele deve pedir investimentos no Japão.

Kishida adiou sua partida inicialmente prevista para segunda-feira para monitorar os danos causados ​​pelo forte tufão Nanmadol em vastas áreas do Japão.

== Mundo-Nipo (MN)

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