Tufão Nanmadol deixa 2 mortos e mais de 70 feridos no sudoeste do Japão

Cerca de 6 milhões de pessoas foram deslocadas em áreas no oeste do Japão. Em Kyushu, 350 mil residências estão sem energia, enquanto os serviços ferroviários e aéreos foram interrompidos.
Um porto em Kochi, no oeste do Japão, foi engolido por ondas gigantes provocadas pelo tufão Nanmadol | Reprodução / Projetos elétricos | ©Kyodo
Um porto em Kochi, no oeste do Japão, foi engolido por ondas gigantes provocadas pelo tufão Nanmadol | Reprodução / Projetos elétricos | ©Kyodo

Um grande e poderoso tufão atravessou a região de Kyushu, no sudoeste do Japão, na segunda-feira (20), com ventos e chuvas recordes, deixando pelo menos duas pessoas mortas, uma desaparecida e mais de 70 feridas, informou a Kyodo.

O tufão Nanmadol, que também interrompeu o transporte público ao aterrar mais de 800 voos e deixar os serviços de trem-bala cancelados ou reduzidos em muitas partes do país, deve viajar para nordeste ao longo da costa do Mar do Japão da ilha principal de Honshu até terça-feira.

A Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês) continuou a alertar sobre ventos violentos, marés altas e deslizamentos de terra do oeste ao norte do Japão.

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, adiou sua viagem a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU nesta semana. Após monitorar os danos causados ​​pelo tufão, ele deve deixar o Japão na manhã de terça-feira.

Por volta das 18h locais desta segunda-feira (6h no Brasil), o 14º tufão da temporada estava se movendo para nordeste perto de Matsue, província de Shimane, no oeste do Japão, a uma velocidade de cerca de 35 quilômetros por hora.

Ainda de acordo com a JMA, Nanmadol tinha uma pressão atmosférica de 980 hectopascais em seu centro, com ventos de até 108 km/h e rajadas máximas de 144 km/h.

Apesar das ventanias e chuvas torrenciais, a agência meteorológica havia reduzido seu nível de alerta especial de tufão para ventos e ondas sem precedentes nas províncias de Kagoshima e Miyazaki, no sudoeste do Japão, no domingo (18).

O governo ordenou o deslocamento de quase 6 milhões de pessoas nas províncias localizadas na região oeste do arquipélago.

Em Miyazaki, duas pessoas morreram, incluindo um homem de 41 anos que foi encontrado morto depois que sua cabana na montanha foi destruída por um deslizamento de terra, segundo a polícia e outras fontes da Kyodo.

“Houve deslizamentos de terra várias vezes por aqui. O solo é como argila, então desmorona facilmente”, disse um homem de 78 anos que mora nas proximidades da cidade de Mimata, acrescentando que a cabana foi construída há cerca de um ano.

Um segundo homem, de 68 anos, foi confirmado morto depois de ser retirado de um carro submerso em terras agrícolas inundadas em Miyakonojo, cidade mais ao sul de Miyazaki.

Autoridades locais em Hatsukaichi, na província de Hiroshima, estão procurando por um homem de 82 anos que foi levado pela correnteza.

Em Kyushu, mais de 70 pessoas ficaram feridas, enquanto 350.000 casas estão sem energia elétrica devido ao tufão.

Mais de 85.000 viajantes foram afetados após a Japan Airlines e a All Nippon Airways cancelaram mais de 450 e 370 voos, respectivamente. Alguns voos já estão cancelados para esta terça-feira.

Serviços ferroviários, tais como linhas de trens comuns e de alta velocidade, os chamados Shinkansen (trem-bala) foram cancelados, principalmente no oeste do Japão. Espera-se que mais serviços de trens-bala no centro, oeste e nordeste do Japão atrasem ​​ou sejam cancelados amanhã.

A agência meteorológica alertou que a região central de Tokai pode receber mais chuvas torrenciais na terça-feira.

De acordo com a JMA, nas 24 horas até às 18h de terça-feira, o tufão deve levar até 300 milímetros de chuva em Tokai, 250 mm para a região de Kanto-Koshin, incluindo Tóquio, e 180 mm para a região ocidental de Kinki.

== Mundo-Nipo (MN)

Total
44
Shares
Previous Article
Mulheres jogando videogame | ©Depositphotos

Pela 1ª vez, mulheres são maioria em jogos eletrônicos no Brasil, aponta pesquisa

Next Article
Fumio Kishida falou com repórteres, em Tóquio, pouco antes de partir para Nova York | Foto: Reprodução / Mainichi

Premiê do Japão viaja aos EUA para participar da Assembleia da ONU

Related Posts