Sociedade

Premiê do Japão inspeciona casas construídas para vítimas do desastre de 2011

Abe esteve em Noda, na província de Iwate, onde 15 famílias estão habitando novas residências desde fevereiro.

Do Mundo-Nipo

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, esteve em um vilarejo na província de Iwate, no nordeste do Japão, neste domingo (27), onde inspecionou as novas habitações construídas para abrigar ex-residentes de áreas gravemente atingidas pelo terremoto e tsunami de 11 de março de 2011.

 

Projeto de habitação está em andamento na cidade de Rikuzentakada, em Iwate (Foto: Aflo Images)

Um grande projeto de habitação está em andamento na cidade de Rikuzentakada, também em Iwate (Foto: Aflo Images)

 

Abe esteve no vilarejo de Noda. O vice-prefeito do município informou ao líder japonês sobre o programa de moradia aos desabrigados. Segundo ele, as novas unidades começaram a ser ocupadas em fevereiro. Ao todo, 25 pessoas de 15 famílias habitam agora o local.

O primeiro-ministro conversou com os moradores e perguntou sobre o que achavam de suas novas residências. Um deles contou que as casas são grandes o suficiente: “As crianças estão felizes, a casa tem bastante espaço para as crianças brincar”, afirmou.

No final da visita, todos agradeceram a Abe em uníssono pelas novas moradias depois de habitar em casas temporárias por mais de três anos.

Em todo o país, ainda há mais de 200 mil deslocados por causa do terremoto de 9 graus seguido de tsunami que devastou parte do nordeste japonês em março de 2011, causando também a pior crise nuclear desde Chernobyl.

Mais de 15 mil deslocados ainda vivem em casas de parentes ou conhecidos e aproximadamente 200 mil continuam em abrigos temporários ou em hospitais, de acordo com dados de 2013, divulgados pelo ministério encarregado da reconstrução dos povoados afetados.

A construção de habitação para as pessoas evacuadas das áreas de risco, como também para os que perderam suas cassas nas três províncias mais atingidas (Iwate, Miyagi e Fukushima), continua em processo muito lento. Apenas 1,6% das unidades previstas, ou 448, estão completas nas três províncias.

(Do Mundo-Nipo com informação da NHK News e Agência Kyodo)

 


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