Tecnologia

Game recém-lançado ‘Pokémon Go’ pode virar filme live-action

A Legendary Pictures está em negociações com a produtora do jogo e a ‘Pokémon Company’ para lançar um filme live-action (com atores de verdade) da franquia Pokémon.

Com apenas uma semana de lançado, o jogo para smartphones “Pokémon Go” já se tornou um fenômeno mundial, mesmo ainda disponível para poucos países no ocidente (Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Alemanha), além de Japão, com versão beta para poucos usuários. Seu sucesso é tamanho que o game de realidade aumentada foi o responsável por alavancar o valor de mercado da Nintendo em US$ 9 bilhões em apenas sete dias. Agora, há informações de que o game de sucesso pode se estender a outro mercado de entretenimento, ou seja, se tornar uma adaptação para filme live-action (com atores reais) da franquia.

A notícia foi publicada hoje (13) pelo site americano ‘Deadline’. Segundo a publicação, a companhia norte-americana Legendary Pictures estaria em negociações com a produtora do jogo, a Niantic, e a ‘Pokémon Company’, dona dos direitos da franquia.

Contudo, o ‘Deadline’ adianta que a iniciativa de produzir um filme live-action com os famosos “monstrinhos” ainda está em seu início e não há um contrato firmado entre as companhias.

Filmes Pokémon
Segundo a revista online ‘Exame’, a franquia Pokémon já possui certa experiência no cinema. Os monstrinhos já ganharam no total dezenove longas desde 1998, mas todos em formato de animação e acompanhando os personagens da série de anime, produzida desde 1997. Esses filmes, porém, são exibidos somente nos cinemas japoneses, e lançados em plataformas de streaming e DVD nos Estados Unidos. O Brasil chegou a receber apenas as duas primeiras aventuras da franquia nas telonas.

Game de realidade aumentada “Pokémon Go” para smartphones
‘Pokémon Go’ foi lançado no ano em que os monstrinhos completam 20 anos de seu lançamento. O sucesso do game mostra que a sua popularidade não se abalou. A bem-sucedida novidade da Nintendo se baseia em permitir que os fãs capturem Pokémons no “mundo real”.

O game gratuito de realidade aumentada para smartphones com sistemas iOS e Androide permite que o jogador, usando o GPS do seu aparelho, saia caçando os monstrinhos em locais reais, como ruas, estabelecimentos, instituições públicas, incluindo museus, parques e até cemitérios.

Os usuários podem ainda disputar batalhas em ginásios espalhados pelo mundo virtual, mas localizados em pontos turísticos do mundo real, como a Casa Branca, em Washington, por exemplo.

Por enquanto, o jogo não está disponível no Brasil. No dia do seu lançamento, alguns fãs brasileiros até conseguiram baixar o game, mas após o gigantesco volume de downloads (nos EUA, o título já possui mais usuários que aplicativos de namoro como Tinder), os servidores da Niantic, a empresa criadora do game, ficaram sobrecarregados e eles bloquearam os acessos em algumas regiões do globo, até normalizarem a situação e liberarem oficialmente o aplicativo para o resto dos países.

Popularidade sem precedentes
Mais cedo, o site ‘IGN Brasil’ adiantou que a palavra “Pokémon Go” se tornou uma das mais procuradas em plataformas de serviços de buscas por palavras e imagens na internet, como o Google, por exemplo. Além disso, o site de conteúdo adulto ‘YouPorn’ anunciou que o game “Pokémon Go” está gerando mais interesse do que a pornografia. “Ele está mais popular do que a infinidade de filmes pornô gratuitos, inclusive em realidade virtual, que existem na internet”, diz a publicação do ‘IGN Brasil’.

Como se não bastasse, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, fez um apelo em seu Facebook pedindo à Nintendo para que trouxesse o game ao Brasil antes das Olimpíadas.

Segundo a ‘IGN Brasil’, Paes postou algumas localizações icônicas do Rio de Janeiro e fotos relacionadas às competições olímpicas com diversos Pokémon nas imagens, com a legenda “Alô, Nintendo! Faltam 23 dias para as Olimpíadas Rio 2016. O mundo todo tá vindo pra cá. Venha também!”.

Na última montagem, ainda aparecem os mascotes oficiais das Olimpíadas, Vinícius e Tom, com os dizeres “#EssesNãoSãoPokémons” — só faltou acertar que Pokémon não tem plural, mas isso é até aceitável com uma campanha tão bacana.

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