Economia

Preços ao consumidor no Japão desacelera ao menor nível desde maio de 2013

O núcleo da inflação japonesa ao consumidor desacelerou pelo sexto mês consecutivo.

Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

O núcleo da inflação japonesa ao consumidor desacelerou pelo sexto mês consecutivo, perdendo força em janeiro e atingindo o seu menor nível de crescimento em mais de um ano e meio, conforme mostraram dados divulgados pelo governo japonês nesta sexta-feira (27), indicando, mais uma vez, que a desaceleração é resultado da queda global nos preços do petróleo, que seguiu caindo à níveis recordes desde junho passado até o início deste ano.

O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) no Japão, que exclui os preços voláteis dos alimentos frescos, mas inclui derivados do petróleo, avançou 2,2% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2014, abaixo da alta de 2,5% registrada em dezembro de 2014 ante um ano antes.  A leitura do índice situou-se em 102,6 contra a base de 100 estabelecida em 2010, de acordo com os números do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações.

Mas se descontados os efeitos do aumento do imposto sobre o consumo, o núcleo do CPI em janeiro avançou apenas 0,2%, desacelerando de 0,5% em dezembro de 2014 ante o mesmo mês em 2013, muito aquém da meta de 2% almejada pelo Banco Central do Japão. A alta na taxação ocorreu em 1º de abril de 2014, de 5% para 8% sobre as vendas domésticas.

A leitura em janeiro foi a mais fraca desde maio de 2013 e ficou abaixo da previsão de analistas, que previam um aumento de 0,3%.

Ainda de acordo com o relatório do Ministério, os preços mais baixos do petróleo mantiveram a pressão sobre os custos de energia, que caiu 0,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, revertendo um aumento de 2,8% em dezembro em relação a um ano antes, enquanto os preços do querosene e da gasolina despencaram 15,3% e 11,1%, respectivamente.

No mesmo período e base de comparação, os preços de bens duráveis ​domésticos ​caíram 0,5%, enquanto os de bens duráveis ​​recreativos recuaram 0,1%.

Dados separados, também divulgados nesta sexta-feira, mostraram que os consumidores continuam relutantes em gastar, uma das causas por trás do crescimento hesitante do país. A despesa média da família japonesa recuou 5,1% em janeiro na comparação com janeiro de 2014, em leitura ajustada pela inflação. Foi a décima queda mensal consecutiva.

== Kyodo

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